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A difícil tarefa de profissionalizar a Livraria Cultura (Como as Constelações ajudaram no processo)

O texto abaixo foi copiado na íntegra do site https://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2015/02/dificil-tarefa-de-profissionalizar-livraria-cultura.html
******Da autora deste blog: No texto destaquei a constelação sistêmica como parte do processo.******
Matéria originalmente publicada na edição de novembro de 2014 de Época NEGÓCIOS
12/02/2015 - POR ARIANE ABDALLAH

O plano da família Herz está definido: abrir mão da gestão da empresa, fundada há três gerações, que fatura R$ 500 milhões por ano. Seguir o plano é que são elas...


Pedro Herz empenhou-se, por mais de um ano, em fazer o filho mais velho, Sergio, desistir da ideia de estagiar no comércio da família. Tratava-se de uma livraria na avenida Paulista, em São Paulo, fundada por sua mãe, Eva, em 1947. Ele imaginava que o garoto, então com 16 anos, não teria disposição para trabalhar todo fim de semana.
Mas cedeu diante da insistência do primogênito. Em 1987, Sergio foi admitido na Livraria Cultura e, três anos mais tarde, o seu irmão caçula, Fabio, seguiu caminho similar. Ambos, porém, sob a seguinte condição: “Vocês serão a terceira e última geração da família a administrar o negócio”, disse-lhes o pai. “Quando estivermos com a espinha dorsal estruturada, para crescer sem problemas de coluna, a gestão será entregue a uma equipe profissional.”
Vinte e sete anos depois, a Cultura tem 19 livrarias espalhadas por oito estados do Brasil, 2 mil funcionários e meio bilhão de reais de faturamento. A espinha dorsal até que está bem firme. A gestão da companhia também passou por mudanças importantes. Mas, com elas, vieram as dores da profissionalização, cujo processo ainda não tem prazo para ser concluído. “Largar o osso é difícil e dolorido”, afirma Sergio, que assumiu o cargo de CEO, no lugar do pai, em 2009. “Um dos nossos maiores desafios é contratar um profissional e deixá-lo executar o trabalho como ele quiser, e não do jeito que nós, os donos, queremos.” A barreira emocional é um entrave tão intenso para a profissionalização da empresa que a família recorreu até a uma solução pouco ortodoxa para resolver o impasse – a psicoterapia em grupo.
Gestão (Foto: Reprodução)
A família no divã
Sergio Herz, de 43 anos, não é um executivo de estilo expansivo, afeito a manifestações emotivas. Tem um jeito despachado de sentar (na ponta da cadeira, com as pernas esticadas), de se vestir (está sempre de calça jeans e tênis) e de falar. Responde ao interlocutor com frases curtas e ditas velozmente, em geral, meneando a cabeça em sinal negativo, até quando concorda. Em sua sala, há fotos das três filhas – de 8, 6 e 4 anos –, uma ampulheta de 40 centímetros e quadros com frases como: “Are you productive or just being busy?” (você está sendo produtivo ou só está ocupado?) e “Sales go up and down; service stays forever” (as vendas sobem e descem; o serviço fica para sempre).
Apesar do tom objetivo e modos reservados, ele aceitou uma proposta incomum feita pelo irmão, em 2012. Os dois, junto com o pai, participaram de um método de psicoterapia em grupo, chamado de constelação sistêmica. Ele foi desenvolvido pelo filósofo e ex-padre alemão Bert Hellinger. A proposta do trabalho é identificar a origem de dificuldades em uma família ou uma organização. Os encontros duram duas horas e contam com a participação de voluntários desconhecidos do cliente. A partir de relatos sobre o conflito em questão, os participantes representam os personagens que aparecem na história. Em seguida, dizem como se sentem na posição que assumiram.
Para Sergio, o efeito do trabalho foi positivo. Ajudou-o a entender as próprias expectativas em relação à empresa e também as de seu pai e de seu irmão. Meses depois, repetiu a experiência – desta vez, com o time de diretores. “A constelação não resolveu todas as minhas questões de relacionamento com a família e com os executivos”, diz. “Mas me ajudou a ter empatia pela maneira como os outros se sentem. Com isso, criei uma comunicação mais efetiva.”
Apelo à experiência do cliente, na maior livraria do Brasil, de 4,3 mil metros quadrados, em SP (Foto: Arthur Nobre)
Um xodó cultural
A dificuldade dos Herz em abrir mão do controle do negócio é compreensível. A Livraria Cultura é um ícone. Tornou-se, nesse ramo, uma referência arquitetônica, com lojas de mil a 4,3 mil metros quadrados (o equivalente a dez quadras de basquete), decoradas com pufes, poltronas e mesas coloridas. As “experiências” proporcionadas nesse ambiente – como Sergio gosta de dizer – fizeram a livraria se tornar um centro de entretenimento. Durante todo o ano, as filiais recebem concertos, shows, palestras, debates, cafés filosóficos, cursos de gastronomia, bem-estar e filosofia e, claro, noites de autógrafos. Na maior unidade da rede, no Conjunto Nacional, em São Paulo, há ainda o cine Livraria Cultura, o teatro Eva Herz e o V. Café, um braço da rede Viena. “Queremos que o cliente considere a Cultura como um terceiro lugar para frequentar, além de sua casa e de seu trabalho”, afirma o CEO.
Há clientes conhecidos por voltar diariamente ou passar horas por lá. A qualidade do atendimento é um dos pontos que favorecem esse comportamento. Os vendedores são discretos. Geralmente, é preciso até certo esforço para encontrá-los. Quando solicitados, porém, são atenciosos e não demonstram pressa. Debatem sobre diversos assuntos, principalmente relacionados a filmes, livros e músicas. O processo seletivo deles inclui uma prova de conhecimentos gerais, e muitos dos aprovados são universitários da área de humanas.
É fácil cruzar com Pedro Herz na loja da Paulista, ao menos nos dias úteis. Embora não atue mais na operação, ele está sempre no escritório, no mesmo prédio comercial. Costuma passear entre as prateleiras com um sorriso de lábios fechados e o andar vagaroso. É reconhecido por frequentadores mais assíduos. Recebe até pedidos para tirar fotos. Ele gosta de conversas filosóficas e introduz os assuntos que mais lhe agradam na entrevista. Por exemplo, sobre o futuro da leitura. “As pessoas discutem se o livro de papel vai continuar a existir”, afirma. “Mas a questão é outra. As pessoas vão ler, seja qual for o dispositivo? Hoje, todos falam muito. Ninguém faz o silêncio necessário para escutar o que o autor diz em um livro.”
 
Pedro, ao lado dos pais, Eva e Kurt Herz, fundadores da Livraria Cultura, em 1990 (Foto: Divulgação)
O móvel redondo, desenhado por Eva nos anos 60,  tornou-se padrão nas lojas da rede (Foto: Divulgação)































Passos da profissionalização
Apesar das dificuldades, a profissionalização avançou. Até cinco anos atrás, Pedro era o CEO, Sergio, o responsável pelo financeiro e operacional, e Fabio, pelo marketing e comercial. Havia uma única executiva de fora da família, na área de TI. As atribuições de cada um não eram definidas à risca, tampouco havia agendas fechadas para as reuniões. A maioria dos processos decisórios acontecia em colegiado – e, não raro, eles levavam a indecisões.
As transformações começaram com a entrada da gestora de investimentos NEO, que comprou 25% da empresa, em 2009. Como primeira medida, Pedro Herz, hoje com 74 anos, decidiu se afastar do dia a dia do negócio. Deixar de ser a figura central da cena lhe parecia crucial para iniciar qualquer mudança na gestão. Ele se tornou presidente do conselho. Sergio assumiu como CEO, em seu lugar, e montou uma diretoria com maioria de executivos do mercado. Fabio continuou à frente do marketing e comercial, até 2012, quando deixou de trabalhar na empresa. Permanece como acionista e conselheiro.
Nessa nova fase, as decisões passaram a acontecer em reuniões com horários e pautas definidos, o que ajudou a identificar os gargalos de cada setor. A área de recursos humanos foi uma das que mais ganharam atenção. Pela natureza do trabalho, Sergio escolheu pessoas já familiarizadas à cultura da empresa para comandá-la. Em 2011, Alexandre Fonseca foi nomeado diretor. Formado em ciências sociais pela USP, ele entrou na Cultura como vendedor, 14 anos atrás, e passou pela área de compras. Em janeiro deste ano, foi transferido para a diretoria comercial em substituição a outro executivo, que deixou a companhia. Então, o RH ficou sob o comando da bióloga Juliana Brandão, com nove anos de empresa.
A Cultura investiu em LOJAS CUSTOMIZADAS no Conjunto Nacional (SP). Além da matriz, há seis unidades menores: uma com livros da Companhia das Letras, além das temáticas Geek, Artes, Cine Livraria Cultura e Instituto Moreira Salles
Ao longo deste ano, o trabalho dela foi fazer a transição de uma área operacional para estratégica. Transferiu a folha de pagamento, os benefícios e outras burocracias até então gerenciadas manualmente para um sistema automatizado. A partir de 2015, o plano é trabalhar alinhada ao planejamento da empresa, em campanhas de comunicação interna e programas de desenvolvimento dos funcionários.
Marcos Silveira, o CFO com experiência no mercado financeiro, entrou na Cultura em 2012 e levou alguns meses para entender a dinâmica interna. Desde o início, escuta Sergio falar que “custos são como unha, tem de cortar toda semana”. Vez ou outra, porém, era surpreendido por alguma ordem do chefe que contrariava o lema. Por exemplo, a realização de um evento caro demais para o orçamento do mês. “Quando não entendo uma decisão, eu converso com o Sergio – o CEO, não o dono”, diz. “Às vezes, são conversas duras.”

Disputa feroz
A concorrência com a Amazon é acirradíssima. Sergio Herz, CEO da Livraria Cultura, firmou uma parceria com algumas editoras para venda exclusiva de determinados livros. Ele reclama, porém, que encontrou os mesmos produtos ofertados no site da empresa americana. Fez um teste. Tentou comprar um dos títulos pelo site da concorrente. Recebeu, então, uma resposta da Amazon, com a informação de que o produto estava temporariamente indisponível. “Eles não podem fazer isso”, afirma. O advogado Renato Opice Blum, professor de Direito Digital da FGV, concorda. “Esse tipo de caso pode acarretar o pagamento de uma indenização à Cultura por possíveis prejuízos nas vendas”, afirma. “Pode também levar a  processo criminal, caracterizado por concorrência desleal.” Consultada sobre o episódio, a Amazon afirmou que não fará comentários sobre “um caso específico”.

Um leitor sem pressa na loja Geek, uma das sete unidades do Conjunto Nacional (SP) (Foto: Arthur Nobre)
Eficiência ou morte
Profissionalizar, no caso da Cultura, não se resume a uma opção. Tornou-se uma necessidade. E vital. Especialmente depois que a Amazon, a gigante global do e-commerce, chegou ao Brasil, em 2012. Nos Estados Unidos, a Amazon fez um estrago em livrarias tradicionais como Borders (que faliu, em 2011) e Barnes & Noble (que teve de se transformar). A Cultura escolheu seguir, é claro, o caminho da Barnes & Noble – e começou a fazê-lo antes mesmo de a Amazon aportar por aqui. Isso ajuda a explicar a aposta em “experiência de loja”, em um tempo em que ainda se achava que as lojas físicas teriam condições de competir com a venda online. A Cultura teve reformas que transformaram seu visual (assim como outra rede, a Livraria da Vila).
Mas esse investimento foi reforçado por outra estratégia: seguir os passos da concorrência (como fez também a B&N). Isso inclui o lançamento no Brasil, em 2012, do leitor digital Kobo, concorrente canadense do Kindle, da Amazon. E, no último ano, Sergio investiu R$ 1 milhão em um sistema de precificação semelhante ao da companhia de Jeff Bezos, permitindo variações de preços por hora e por loja. Ele também montou uma equipe de análise de dados para estudar o comportamento dos consumidores.
Com as informações sobre o que vendeu mais, onde e por qual valor, o empresário propôs uma parceria, inédita no Brasil, às editoras Sextante, Companhia das Letras e Intrínseca. A livraria envia relatórios semanais sobre a performance dos livros de cada uma. As editoras, por sua vez, se corresponsabilizam pela escolha do que será reposto na Cultura. “Meu plano é que, daqui a alguns anos, a reposição seja 100% gerenciada pelas editoras”, afirma Sergio. Outro acordo da parceria consiste em as editoras adiantarem os lançamentos de até três meses seguintes, para que a livraria elabore as campanhas de vendas com mais tempo. “Para fornecer as informações que eles precisam, também teremos de nos profissionalizar”, diz Tomás Pereira, um dos donos da Sextante.
A mudança mais evidente da Cultura é o novo site, com lançamento previsto para novembro. O novo layout dispõe os itens por “mundos” – gourmet, fotografia, geek, entre outros –, e não mais por categorias – livros, músicas, games. Cada mundo oferece também produtos variados, como acessórios de fotografia, uma linha de panelas e outros itens que antes não faziam parte do portfólio da livraria.
A renovação no online sinaliza uma mudança de visão de Sergio. Cinco anos atrás, ele encarava a internet como uma ferramenta de conveniência. A experiência na loja, em seu entender, se restringia ao offline. Agora, sua proposta é unificar o mundo físico e o virtual. “Quero que o cliente entre no site ou na loja e se sinta na Cultura da mesma forma”, diz. Hoje, o faturamento do online corresponde a 22% da receita da empresa. “Meu plano é que, daqui a três a cinco anos, esse valor esteja entre 40% e 50% do total.”
Para Pedro Guasti, diretor-geral da E-bit, empresa especializada em e-commerce, a Cultura já avançou em relação aos concorrentes locais. “Ela oferece uma experiência coesa, por diferentes canais, tanto o físico como o digital”, diz. Era disso que o patriarca Pedro falava, quando se referia à espinha dorsal estruturada. Essa espinha vai ter de sustentar muitos músculos, para a briga com marcas como a Amazon e a Livraria Saraiva, que também tem avançado num site integrado à rede de lojas físicas. Em algum momento, o comando dessa estrutura já não será de um Herz.
Gestão (Foto: Reprodução)
A nova diretoria (Foto: Arthur Nobre)

O que é CONSTELAÇÃO???

Muitas pessoas tem dúvidas sobre este trabalho, então resolvi escrever... 
O QUE É CONSTELAÇÃO?
Não é terapia - é uma maneira de se olhar para a família e suas memórias. É totalmente vivencial.
Minha vida é o resultado da forma como lido com os outros, com as coisas e comigo mesmo. Como sou parte de uma família, meu núcleo familiar é a soma das experiências de meus pais, minha e de meus irmãos: tudo o que aconteceu fica registrado na memória da família, e parte dos sistemas de crença e dinâmicas comportamentais serão passadas por várias gerações, sem que tenhamos consciência disso. Portanto, o que recebi de meus antepassados não foi apenas a herança genética, mas também esta memória!

A CONSTELAÇÃO PODE SER SÓ SOBRE A FAMÍLIA?
Não, por isso hoje em dia a nomeamos como Constelação SISTÊMICA - podemos trabalhar sobre qualquer grupo além da família: uma empresa, uma escola, amigos, relacionamento amoroso, etc.

COMO FUNCIONA?
Uma questão precisa ser olhada: o que interessa são os FATOS, não os julgamentos acerca disso. Por exemplo, uma pessoa que tem dificuldade no relacionamento amoroso: seus pais são separados? Alguém faleceu ao se unir a outra pessoa? Outras pessoas da família tem esta dificuldade? Não interessa se a pessoa é difícil, é chata, é exigente, etc. Isso é julgamento.
A constelação pode ser INDIVIDUAL, onde o trabalho é feito em consultório (cliente - terapeuta) e existem várias técnicas para este tipo de abordagem.
Também pode ser feita em GRUPO, onde um cliente olha para uma questão específica e representantes atuam como os membros desta dinâmica comportamental. Em algum momento, caso haja, surgem indícios de uma possível solução, que é feita através de frases ou movimentos específicos orientados pelo facilitador. O papel do facilitador não é induzir a um “final feliz”, é estar disponível e de acordo com o que surge, passo-a-passo.

O QUE PODE SER CONSTELADO?
Algumas sugestões:
- Família de origem (de onde você veio)
1. Minha relação com meus pais
2. Minha relação com meus irmãos
3. Problemas de herança (dos pais ou avós)
4. Tenho irmãos perdidos (mortos)
5. Avô ou avó no lugar dos meus pais
- Família atual (casamento, filhos)
6. Minha relação com marido/esposa/cônjuge/ex
7. Minha relação com meus filhos
8. Tive aborto ou filhos que morreram
- Relacionamento amoroso
9. Tenho ausência de relacionamentos amorosos
10. Vivo num relacionamento problemático ou todos foram problemáticos
11. Tenho relacionamento mal resolvido (que já acabou ou não consegue acabar)
12. Preciso me despedir de relacionamentos anteriores para seguir a vida
- Trabalho / Carreira
13. Me sinto perdido(a) profissionalmente, não sei qual caminho seguir
14. Faço várias coisas, desisto, nada dá certo
15. Tenho dúvida entre (...)
16. Meu trabalho atual dará certo?
- Prosperidade / Finanças
17. Tenho muita dificuldade para ganhar dinheiro ou manter, lidar
18. Minha vida financeira é muito problemática, apesar de gostar do trabalho/carreira
19. Vivo um momento financeiramente difícil, mas já foi melhor
- Emocional
20. Tenho medo (da vida, de dar certo, de amar, de ser feliz, etc)
21. Tenho dificuldades para me relacionar com outras pessoas (amigos, colegas de trabalho, etc)
22. Tenho dificuldade para me desprender da família e me tornar "adulto(a)", me sinto imaturo(a) / sou super protegido(a)
23. Meu animal de estimação é/era como alguém da família
24. Tenho depressão e/ou vontade de morrer
25. Sofro(i) bullying
26. Sofro(i) abuso sexual ou sofro(i) com violência doméstica
- Saúde
27. Doença que tenho é de família
28. Ninguém da família tem a doença que tenho, mas fiquei doente desde que (...)
29. Minha saúde nunca foi boa ou corri risco de morte na infância
30. Sofro com o alcoolismo, drogas, cigarros ou outros vícios
Cristina Maruju - Consteladora Sistêmica desde 2010, mais de 130 workshops realizados em SP, RS e BA. Formada pelo Dr. Renato Shaan Bertate.
Este texto foi escrito e publicado por mim no Facebook em Julho de 2017
facebook.com/curapessoal
curapessoal@gmail.com

Amor eterno... Uma constelação

Homem, 50 anos, quer constelar num workshop e é a primeira vez que tem contato com este trabalho. Numa constelação, é escolhido pelo cliente a representá-lo. A questão era a vontade de morrer. Eu fui escolhida pelo facilitador a representar a Morte, e outra mulher foi a Vida. Fui orientada a ficar atrás do homem, que estava de frente para a Vida inicialmente, mas não fazia movimento algum naquela direção. Quando me coloquei atrás do homem, ele se move lentamente, e fica de lado, olhando para ambas, Vida e Morte. Nitidamente ele fica paralisado, quase hipnotizado pela Morte. Se aproxima um pouco de mim e me olha com um olhar arrogante, como quem enfrenta a Morte. E eu comecei a fazer um movimento com a mão indicando que ele devia se abaixar, se curvar à Morte, mas ele resistia, não queria. Fiz tanto este movimento que uma pessoa que estava assistindo se levantou e o conduziu para o chão. Mas esta pessoa tem o que chamamos de perfil "salvador", uma pessoa que quer entrar numa constelação para resolver o problema, para salvá-lo, que não está conectada com os movimentos naturais do sistema. Ela foi imediatamente tirada, mas o homem permaneceu no chão. O facilitador foi explicando sobre esse enfrentar a Morte com arrogância, como e porque ele acontece. O homem foi "derretendo", foi se entregando ao curvar do corpo, foi se emocionando e finalmente seu movimento foi espontâneo, de respeitar a Morte. Só aí senti o impulso de me afastar dele, e ele então olhou para a Vida. Se levantou e foi na direção dEla. Me afastei bastante, mas comecei a sentir um pulsar me atraindo na direção dele! Deixei que meu corpo apenas seguisse os impulsos, fiquei mais próxima do homem mas com uma certa distância. Isso mostra que o cliente, mesmo agora mais entregue à Vida, ainda tem dúvida. A constelação terminou aí.
Uma outra constelação se iniciou, e o cliente disse apenas "o *** morreu!", e foi o suficiente. O mesmo homem foi escolhido para representar o cliente, novamente. E a constelação, uma despedida triste mas tocante e sensível, deixou o homem tocado, percebia-se que em alguns momentos ele não só estava dentro da constelação, mas como que dentro de si e de suas questões. Num dado momento nesta constelação foi colocado um representante para um Algo Maior, esse Algo que comanda tudo, e ele se curvou à essa vontade maior.
Outras constelações aconteceram.
No dia seguinte este homem foi constelar. Colocou que queria olhar para a relação dos 3 filhos, 2 meninos e 1 menina e a segunda mulher (filhos do casamento anterior). Apenas isso foi colocado. Um representante para cada e logo a Segunda Esposa se afastou. Eu me senti capturada, e ainda na cadeira, assistindo, comecei a chorar. O facilitador me induz a entrar na constelação e imediatamente me deito no chão. O Filho Mais Novo e a Filha se afastam de mim, com os olhos cheios de lágrimas. Uma outra representante também é capturada pela energia do sistema e entra na constelação, se deitando um pouco para trás de mim (eu não a via), quando o Filho Mais Velho fica paralisado olhando para ela. O representante do Homem me abraça e eu não paro de chorar, eu estava sem fôlego, soluçando. O Homem tenta se aproximar do Filho Mais Velho, mas ele permanece como que paralisado, hipnotizado pela pessoa que estava deitada. O Homem se afasta de mim e aí olho para os 3 Filhos, e paro imediatamente de chorar, eu sorrio para eles. Mas os que se afastaram inicialmente permaneciam chorosos e distantes de mim, juntos. Foi quando olhei novamente para o Homem, e de novo começo a chorar muito! Me sentei, precisava respirar, soluçava quase desesperada. Houve alguma tentativa de alguns movimentos, algumas falas, mas o Homem permanecia paralisado, distante, mesmo que olhando para mim. Foi quando sem querer olhei para o cliente, que estava sentado ao lado do facilitador, bem à minha frente, e nossos olhares se cruzaram. Foi o suficiente para que eu me conectasse imediatamente à ele, e daí o representante dele desapareceu para mim. Eu o olhava fixamente, e ele tentou evitar de início, mas foi se rendendo ao olhar desta Primeira Esposa, que eu representava. Ele diz que ela morreu há 5 anos, doente. O facilitador pergunta o que o cliente está sentindo, e ele disse "saudades", e abaixa a cabeça, mas depois de um instante disse "estou puto" (porque ela morreu, se entregou). O facilitador pede então que ele diga isso para mim, e ele diz, baixo, a voz quase inaudível. Eu demoro mas concordo com a cabeça, em lágrimas. E então estendo à mão à ele. Ele, sem olhar para o facilitador, apenas pergunta "posso?", o facilitador concorda e ele se levanta da cadeira, cara de bravo, emocionado. Eu me levanto, fico em pé e deixo que ele se aproxime devagar. Eu também dou um passo ou dois, e eu era capaz naquele momento de ouvir o coração dele bater. Nos abraçamos lentamente, e choramos juntos, um choro doloroso, de saudade, de dor, de tudo. Foi um momento muito lindo de reencontro! E eu discretamente o virava para que ele não visse a pessoa que estava no chão, deitada. O Filho Mais Velho permanecia ali, parado, olhando para ela. O facilitador depois de alguns minutos pediu para que nós olhássemos para a Criança Abortada (ficou claro que era isso que estava sendo representado), e eu não queria que ele visse isso, mas eu não entendia porque. Alguns movimentos e falas foram feitos, e ficou claro que a Primeira Esposa havia abortado um primeiro filho deste homem, sem que ele soubesse. O cliente disse que não sentia raiva da Esposa, e ele abraçou a Criança. Ela carregou este peso durante o tempo que ficaram juntos, e se entregou à morte com esta culpa, talvez POR esta culpa. Algumas falas confirmaram isso. A Criança Abortada também manifestou uma aceitação de seu destino, fazendo com que esta mãe se sentisse menos culpada, finalmente aceitando esta Criança. Enquanto isso os filhos se aproximaram, e todos foram abraçados pela mãe. Foi quando o facilitador pediu que a Segunda Esposa entrasse novamente no campo, e eu, a Primeira Esposa, que já estava deitada e em paz com a Criança Abortada nos braços, senti vontade de olhar para a Segunda e sorrir para ela, agradecendo o acolhimento dos filhos que não são dela, aprovando o relacionamento.
E se vocês se lembrarem, este mesmo cliente que perdeu a esposa foi sendo trabalhado em constelações acerca da morte, como um grande aperitivo para que ficasse pronto na hora certa! Esta é a beleza deste trabalho, somos guiados por uma inteligência maior, amorosa, e quando nos entregamos e aceitamos nosso destino, tudo se abre como um grande presente!

Síndrome do pânico e o medo de ficar longe de casa

Numa constelação a cliente colocou como questão o pânico que vem sentindo há muitos anos. Ela tem medo de sair de casa, então sai apenas acompanhada da mãe, do marido ou da irmã. Seu maior medo é ficar muito longe de casa, então procura fazer tudo perto de sua moradia. E admite que muitas vezes fica com medo de sentir o pânico - medo do medo, um trauma muito comum. Toma medicamentos desde os treze anos (aparenta ter menos de trinta). Ela está acompanhada, no evento, pela mãe.

Foi colocada na constelação uma representante para a Mulher e outra para o Medo. Ambas ficam frente a frente, mas a Mulher permanece o tempo todo com os olhos fechados. O Medo se aproxima dela e fica bem perto, e se desloca ficando atrás da Mulher, colocando as mãos nos ombros desta. Eu entro na constelação e logo vou brincar de assustar a Mulher, como uma criança. A Mulher ri (mas permanece de olhos fechados), e dá alguns passos sem direção. Ela pega nas mãos do Medo, por sobre os ombros. Aos poucos começa a querer me chutar, como se quisesse me afastar. O riso vai se tornando mais nervoso, quase um choro, acompanhado de tentativas de chutes. E eu sigo rindo e achando graça, como uma criança brincando.

Logo entram mais pessoas na constelação, mas o movimento central permanece com a Mulher, o Medo e eu, que me sento e sorrio para ambas. À Mulher é pedido que abra seus olhos e olhe para o Medo, que nesta altura está à sua frente. São pedidas algumas falas de reconhecimento da Mulher com relação ao Medo. O Medo olha para mim, e estende a mão fazendo carinho na minha cabeça. Me aproximo mais das pernas do Medo, ficando bem grudada nela. Represento uma criança morta.

Neste momento a mãe da cliente, que está presente, conta que a família do pai fugiu da guerra no Japão, vindo para o Brasil, e que a avó da cliente (mãe do pai) sofreu muito aqui no Brasil pela dificuldade da língua e costumes. O Medo representava esta avó, que durante a vida aqui no Brasil lutou para conseguir voltar, mas não conseguiu. O medo da cliente, o pânico estava vinculado ao medo dessa avó de nunca mais voltar “para casa”! As outras pessoas que entraram na constelação permaneciam distante deste núcleo, e representavam possivelmente os familiares dessa avó que permaneceram no Japão. Eu possivelmente representava uma criança que não sobreviveu à esta mudança.

Foram ditas falas de cura e reconhecimento, e sugerido à cliente que ela fosse ao Japão, “resgatar” esse retorno. Ela sorriu e se sentiu muito feliz ao final do trabalho.


Curso Livre de Formação em Constelações Sistêmicas: um caminho para a transformAÇÃO INTERIOR!

O conhecimento proporcionado pelo trabalho desenvolvido pelo alemão Bert Hellinger traz ao dia-a-dia uma nova visão sobre a vida e sobre como podemos ter um convívio mais harmonioso com as pessoas da família, do trabalho, nos relacionamentos em geral e com nós mesmos, na profissão, no bem-estar e na saúde. Aprendemos a nos respeitar e a saber os limites internos e externos. Esta é uma escola para toda uma vida!

Este é um curso para pessoas de qualquer idade e com qualquer formação, basta ter interesse em autoconhecimento e autodesenvolvimento. Profissionais das áreas de psicologia, terapias holísticas, advogados, médicos, recursos 
humanos e outras onde as relações pessoais são fundamentais terão um benefício além de pessoal, profissional, mesmo que não tenham interesse em trabalhar com a técnica.

Curso em 10 módulos de dois dias cada (um sábado e domingo a cada dois meses). Para os interessados em trabalhar com a técnica, 3 módulos adicionais específicos ao final.

Valor: R$ 670 cada módulo básico; para os módulos de especialização, R$ 800 cada. Pode ser parcelado.

PORTO ALEGRE: rosanezigunovas@yahoo.com.br

SÂO PAULO: curapessoal@gmail.com


Datas dos Módulos, São Paulo e Porto Alegre (quem não puder vir em um pode vir em outro para não perder):

Módulo 1
Porto Alegre: 21 e 22 de Maio/2016
São Paulo: 25 e 26 de Junho/2016

Módulo 2
Porto Alegre: 02 e 03 de Julho/2016
São Paulo: 20 e 21 de Agosto/2016

Módulo 3
Porto Alegre: 17 e 18 de Setembro/2016
São Paulo: 15 e 16 de Outubro/2016

Módulo 4
Porto Alegre: 19 e 20 de Novembro/2016
São Paulo: 2017

Ministrado pela Consteladora Sistêmica e Terapeuta Floral CRISTINA MARUJU, que já ministrou mais de 100 workshops em São Paulo e Porto Alegre. Formada pelo médico e pioneiro nos Treinamentos em Constelações no Brasil, Dr. Renato Shaan Bertate, desde 2010. Membro da Hellinger liebenSchule, participou de seminários de Bert e Sophia Hellinger no Brasil, além do alemão Jöel Weiser.

Publicitária pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP, São Paulo), com Pós Graduação em Marketing de Moda. Trabalha como terapeuta do Sistema Floral Joel Aleixo desde 1999, e é parte do corpo docente da Escola de Alquimia Joel Aleixo desde sua fundação, em 2005.