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O que é CONSTELAÇÃO???

Muitas pessoas tem dúvidas sobre este trabalho, então resolvi escrever... 
O QUE É CONSTELAÇÃO?
Não é terapia - é uma maneira de se olhar para a família e suas memórias. É totalmente vivencial.
Minha vida é o resultado da forma como lido com os outros, com as coisas e comigo mesmo. Como sou parte de uma família, meu núcleo familiar é a soma das experiências de meus pais, minha e de meus irmãos: tudo o que aconteceu fica registrado na memória da família, e parte dos sistemas de crença e dinâmicas comportamentais serão passadas por várias gerações, sem que tenhamos consciência disso. Portanto, o que recebi de meus antepassados não foi apenas a herança genética, mas também esta memória!

A CONSTELAÇÃO PODE SER SÓ SOBRE A FAMÍLIA?
Não, por isso hoje em dia a nomeamos como Constelação SISTÊMICA - podemos trabalhar sobre qualquer grupo além da família: uma empresa, uma escola, amigos, relacionamento amoroso, etc.

COMO FUNCIONA?
Uma questão precisa ser olhada: o que interessa são os FATOS, não os julgamentos acerca disso. Por exemplo, uma pessoa que tem dificuldade no relacionamento amoroso: seus pais são separados? Alguém faleceu ao se unir a outra pessoa? Outras pessoas da família tem esta dificuldade? Não interessa se a pessoa é difícil, é chata, é exigente, etc. Isso é julgamento.
A constelação pode ser INDIVIDUAL, onde o trabalho é feito em consultório (cliente - terapeuta) e existem várias técnicas para este tipo de abordagem.
Também pode ser feita em GRUPO, onde um cliente olha para uma questão específica e representantes atuam como os membros desta dinâmica comportamental. Em algum momento, caso haja, surgem indícios de uma possível solução, que é feita através de frases ou movimentos específicos orientados pelo facilitador. O papel do facilitador não é induzir a um “final feliz”, é estar disponível e de acordo com o que surge, passo-a-passo.

O QUE PODE SER CONSTELADO?
Algumas sugestões:
- Família de origem (de onde você veio)
1. Minha relação com meus pais
2. Minha relação com meus irmãos
3. Problemas de herança (dos pais ou avós)
4. Tenho irmãos perdidos (mortos)
5. Avô ou avó no lugar dos meus pais
- Família atual (casamento, filhos)
6. Minha relação com marido/esposa/cônjuge/ex
7. Minha relação com meus filhos
8. Tive aborto ou filhos que morreram
- Relacionamento amoroso
9. Tenho ausência de relacionamentos amorosos
10. Vivo num relacionamento problemático ou todos foram problemáticos
11. Tenho relacionamento mal resolvido (que já acabou ou não consegue acabar)
12. Preciso me despedir de relacionamentos anteriores para seguir a vida
- Trabalho / Carreira
13. Me sinto perdido(a) profissionalmente, não sei qual caminho seguir
14. Faço várias coisas, desisto, nada dá certo
15. Tenho dúvida entre (...)
16. Meu trabalho atual dará certo?
- Prosperidade / Finanças
17. Tenho muita dificuldade para ganhar dinheiro ou manter, lidar
18. Minha vida financeira é muito problemática, apesar de gostar do trabalho/carreira
19. Vivo um momento financeiramente difícil, mas já foi melhor
- Emocional
20. Tenho medo (da vida, de dar certo, de amar, de ser feliz, etc)
21. Tenho dificuldades para me relacionar com outras pessoas (amigos, colegas de trabalho, etc)
22. Tenho dificuldade para me desprender da família e me tornar "adulto(a)", me sinto imaturo(a) / sou super protegido(a)
23. Meu animal de estimação é/era como alguém da família
24. Tenho depressão e/ou vontade de morrer
25. Sofro(i) bullying
26. Sofro(i) abuso sexual ou sofro(i) com violência doméstica
- Saúde
27. Doença que tenho é de família
28. Ninguém da família tem a doença que tenho, mas fiquei doente desde que (...)
29. Minha saúde nunca foi boa ou corri risco de morte na infância
30. Sofro com o alcoolismo, drogas, cigarros ou outros vícios
Cristina Maruju - Consteladora Sistêmica desde 2010, mais de 120 workshops realizados em SP, RS e BA. Formada pelo Dr. Renato Shaan Bertate.
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curapessoal@gmail.com

Amor eterno... Uma constelação

Homem, 50 anos, quer constelar num workshop e é a primeira vez que tem contato com este trabalho. Numa constelação, é escolhido pelo cliente a representá-lo. A questão era a vontade de morrer. Eu fui escolhida pelo facilitador a representar a Morte, e outra mulher foi a Vida. Fui orientada a ficar atrás do homem, que estava de frente para a Vida inicialmente, mas não fazia movimento algum naquela direção. Quando me coloquei atrás do homem, ele se move lentamente, e fica de lado, olhando para ambas, Vida e Morte. Nitidamente ele fica paralisado, quase hipnotizado pela Morte. Se aproxima um pouco de mim e me olha com um olhar arrogante, como quem enfrenta a Morte. E eu comecei a fazer um movimento com a mão indicando que ele devia se abaixar, se curvar à Morte, mas ele resistia, não queria. Fiz tanto este movimento que uma pessoa que estava assistindo se levantou e o conduziu para o chão. Mas esta pessoa tem o que chamamos de perfil "salvador", uma pessoa que quer entrar numa constelação para resolver o problema, para salvá-lo, que não está conectada com os movimentos naturais do sistema. Ela foi imediatamente tirada, mas o homem permaneceu no chão. O facilitador foi explicando sobre esse enfrentar a Morte com arrogância, como e porque ele acontece. O homem foi "derretendo", foi se entregando ao curvar do corpo, foi se emocionando e finalmente seu movimento foi espontâneo, de respeitar a Morte. Só aí senti o impulso de me afastar dele, e ele então olhou para a Vida. Se levantou e foi na direção dEla. Me afastei bastante, mas comecei a sentir um pulsar me atraindo na direção dele! Deixei que meu corpo apenas seguisse os impulsos, fiquei mais próxima do homem mas com uma certa distância. Isso mostra que o cliente, mesmo agora mais entregue à Vida, ainda tem dúvida. A constelação terminou aí.
Uma outra constelação se iniciou, e o cliente disse apenas "o *** morreu!", e foi o suficiente. O mesmo homem foi escolhido para representar o cliente, novamente. E a constelação, uma despedida triste mas tocante e sensível, deixou o homem tocado, percebia-se que em alguns momentos ele não só estava dentro da constelação, mas como que dentro de si e de suas questões. Num dado momento nesta constelação foi colocado um representante para um Algo Maior, esse Algo que comanda tudo, e ele se curvou à essa vontade maior.
Outras constelações aconteceram.
No dia seguinte este homem foi constelar. Colocou que queria olhar para a relação dos 3 filhos, 2 meninos e 1 menina e a segunda mulher (filhos do casamento anterior). Apenas isso foi colocado. Um representante para cada e logo a Segunda Esposa se afastou. Eu me senti capturada, e ainda na cadeira, assistindo, comecei a chorar. O facilitador me induz a entrar na constelação e imediatamente me deito no chão. O Filho Mais Novo e a Filha se afastam de mim, com os olhos cheios de lágrimas. Uma outra representante também é capturada pela energia do sistema e entra na constelação, se deitando um pouco para trás de mim (eu não a via), quando o Filho Mais Velho fica paralisado olhando para ela. O representante do Homem me abraça e eu não paro de chorar, eu estava sem fôlego, soluçando. O Homem tenta se aproximar do Filho Mais Velho, mas ele permanece como que paralisado, hipnotizado pela pessoa que estava deitada. O Homem se afasta de mim e aí olho para os 3 Filhos, e paro imediatamente de chorar, eu sorrio para eles. Mas os que se afastaram inicialmente permaneciam chorosos e distantes de mim, juntos. Foi quando olhei novamente para o Homem, e de novo começo a chorar muito! Me sentei, precisava respirar, soluçava quase desesperada. Houve alguma tentativa de alguns movimentos, algumas falas, mas o Homem permanecia paralisado, distante, mesmo que olhando para mim. Foi quando sem querer olhei para o cliente, que estava sentado ao lado do facilitador, bem à minha frente, e nossos olhares se cruzaram. Foi o suficiente para que eu me conectasse imediatamente à ele, e daí o representante dele desapareceu para mim. Eu o olhava fixamente, e ele tentou evitar de início, mas foi se rendendo ao olhar desta Primeira Esposa, que eu representava. Ele diz que ela morreu há 5 anos, doente. O facilitador pergunta o que o cliente está sentindo, e ele disse "saudades", e abaixa a cabeça, mas depois de um instante disse "estou puto" (porque ela morreu, se entregou). O facilitador pede então que ele diga isso para mim, e ele diz, baixo, a voz quase inaudível. Eu demoro mas concordo com a cabeça, em lágrimas. E então estendo à mão à ele. Ele, sem olhar para o facilitador, apenas pergunta "posso?", o facilitador concorda e ele se levanta da cadeira, cara de bravo, emocionado. Eu me levanto, fico em pé e deixo que ele se aproxime devagar. Eu também dou um passo ou dois, e eu era capaz naquele momento de ouvir o coração dele bater. Nos abraçamos lentamente, e choramos juntos, um choro doloroso, de saudade, de dor, de tudo. Foi um momento muito lindo de reencontro! E eu discretamente o virava para que ele não visse a pessoa que estava no chão, deitada. O Filho Mais Velho permanecia ali, parado, olhando para ela. O facilitador depois de alguns minutos pediu para que nós olhássemos para a Criança Abortada (ficou claro que era isso que estava sendo representado), e eu não queria que ele visse isso, mas eu não entendia porque. Alguns movimentos e falas foram feitos, e ficou claro que a Primeira Esposa havia abortado um primeiro filho deste homem, sem que ele soubesse. O cliente disse que não sentia raiva da Esposa, e ele abraçou a Criança. Ela carregou este peso durante o tempo que ficaram juntos, e se entregou à morte com esta culpa, talvez POR esta culpa. Algumas falas confirmaram isso. A Criança Abortada também manifestou uma aceitação de seu destino, fazendo com que esta mãe se sentisse menos culpada, finalmente aceitando esta Criança. Enquanto isso os filhos se aproximaram, e todos foram abraçados pela mãe. Foi quando o facilitador pediu que a Segunda Esposa entrasse novamente no campo, e eu, a Primeira Esposa, que já estava deitada e em paz com a Criança Abortada nos braços, senti vontade de olhar para a Segunda e sorrir para ela, agradecendo o acolhimento dos filhos que não são dela, aprovando o relacionamento.
E se vocês se lembrarem, este mesmo cliente que perdeu a esposa foi sendo trabalhado em constelações acerca da morte, como um grande aperitivo para que ficasse pronto na hora certa! Esta é a beleza deste trabalho, somos guiados por uma inteligência maior, amorosa, e quando nos entregamos e aceitamos nosso destino, tudo se abre como um grande presente!

Síndrome do pânico e o medo de ficar longe de casa

Numa constelação a cliente colocou como questão o pânico que vem sentindo há muitos anos. Ela tem medo de sair de casa, então sai apenas acompanhada da mãe, do marido ou da irmã. Seu maior medo é ficar muito longe de casa, então procura fazer tudo perto de sua moradia. E admite que muitas vezes fica com medo de sentir o pânico - medo do medo, um trauma muito comum. Toma medicamentos desde os treze anos (aparenta ter menos de trinta). Ela está acompanhada, no evento, pela mãe.

Foi colocada na constelação uma representante para a Mulher e outra para o Medo. Ambas ficam frente a frente, mas a Mulher permanece o tempo todo com os olhos fechados. O Medo se aproxima dela e fica bem perto, e se desloca ficando atrás da Mulher, colocando as mãos nos ombros desta. Eu entro na constelação e logo vou brincar de assustar a Mulher, como uma criança. A Mulher ri (mas permanece de olhos fechados), e dá alguns passos sem direção. Ela pega nas mãos do Medo, por sobre os ombros. Aos poucos começa a querer me chutar, como se quisesse me afastar. O riso vai se tornando mais nervoso, quase um choro, acompanhado de tentativas de chutes. E eu sigo rindo e achando graça, como uma criança brincando.

Logo entram mais pessoas na constelação, mas o movimento central permanece com a Mulher, o Medo e eu, que me sento e sorrio para ambas. À Mulher é pedido que abra seus olhos e olhe para o Medo, que nesta altura está à sua frente. São pedidas algumas falas de reconhecimento da Mulher com relação ao Medo. O Medo olha para mim, e estende a mão fazendo carinho na minha cabeça. Me aproximo mais das pernas do Medo, ficando bem grudada nela. Represento uma criança morta.

Neste momento a mãe da cliente, que está presente, conta que a família do pai fugiu da guerra no Japão, vindo para o Brasil, e que a avó da cliente (mãe do pai) sofreu muito aqui no Brasil pela dificuldade da língua e costumes. O Medo representava esta avó, que durante a vida aqui no Brasil lutou para conseguir voltar, mas não conseguiu. O medo da cliente, o pânico estava vinculado ao medo dessa avó de nunca mais voltar “para casa”! As outras pessoas que entraram na constelação permaneciam distante deste núcleo, e representavam possivelmente os familiares dessa avó que permaneceram no Japão. Eu possivelmente representava uma criança que não sobreviveu à esta mudança.

Foram ditas falas de cura e reconhecimento, e sugerido à cliente que ela fosse ao Japão, “resgatar” esse retorno. Ela sorriu e se sentiu muito feliz ao final do trabalho.


Curso Livre de Formação em Constelações Sistêmicas: um caminho para a transformAÇÃO INTERIOR!

O conhecimento proporcionado pelo trabalho desenvolvido pelo alemão Bert Hellinger traz ao dia-a-dia uma nova visão sobre a vida e sobre como podemos ter um convívio mais harmonioso com as pessoas da família, do trabalho, nos relacionamentos em geral e com nós mesmos, na profissão, no bem-estar e na saúde. Aprendemos a nos respeitar e a saber os limites internos e externos. Esta é uma escola para toda uma vida!

Este é um curso para pessoas de qualquer idade e com qualquer formação, basta ter interesse em autoconhecimento e autodesenvolvimento. Profissionais das áreas de psicologia, terapias holísticas, advogados, médicos, recursos 
humanos e outras onde as relações pessoais são fundamentais terão um benefício além de pessoal, profissional, mesmo que não tenham interesse em trabalhar com a técnica.

Curso em 10 módulos de dois dias cada (um sábado e domingo a cada dois meses). Para os interessados em trabalhar com a técnica, 3 módulos adicionais específicos ao final.

Valor: R$ 670 cada módulo básico; para os módulos de especialização, R$ 800 cada. Pode ser parcelado.

PORTO ALEGRE: rosanezigunovas@yahoo.com.br

SÂO PAULO: curapessoal@gmail.com


Datas dos Módulos, São Paulo e Porto Alegre (quem não puder vir em um pode vir em outro para não perder):

Módulo 1
Porto Alegre: 21 e 22 de Maio/2016
São Paulo: 25 e 26 de Junho/2016

Módulo 2
Porto Alegre: 02 e 03 de Julho/2016
São Paulo: 20 e 21 de Agosto/2016

Módulo 3
Porto Alegre: 17 e 18 de Setembro/2016
São Paulo: 15 e 16 de Outubro/2016

Módulo 4
Porto Alegre: 19 e 20 de Novembro/2016
São Paulo: 2017

Ministrado pela Consteladora Sistêmica e Terapeuta Floral CRISTINA MARUJU, que já ministrou mais de 100 workshops em São Paulo e Porto Alegre. Formada pelo médico e pioneiro nos Treinamentos em Constelações no Brasil, Dr. Renato Shaan Bertate, desde 2010. Membro da Hellinger liebenSchule, participou de seminários de Bert e Sophia Hellinger no Brasil, além do alemão Jöel Weiser.

Publicitária pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP, São Paulo), com Pós Graduação em Marketing de Moda. Trabalha como terapeuta do Sistema Floral Joel Aleixo desde 1999, e é parte do corpo docente da Escola de Alquimia Joel Aleixo desde sua fundação, em 2005.

Uma constelação sobre Dinheiro que virou... de Relacionamento!

Num workshop que dirigi cujo tema era "Dinheiro", olhamos para várias questões relacionadas a este assunto. E esta em especial, a penúltima num dia em que 9 pessoas foram consteladas, foi, digamos, "diferente".

Mulher, cerca de 30 anos, psicóloga. Quando ela se sentou ao meu lado, a primeira sensação que tive foi que tínhamos que olhar para o "Casamento". "Mas como?", pensei, se ela é solteira e atualmente sem namorado? Casamento dos pais, seria? Fiquei na dúvida, mas resolvi levar adiante desta forma. Então pedi que ela escolhesse 3 pessoas, representantes para Ela, o Dinheiro, e o Casamento. Ela olha o papel onde escrevo quais representantes entrarão na constelação (sempre faço as questões fechadas, ou seja, o público não tem ideia), vê a palavra "Casamento" e olha me questionando. Eu apenas respondo que sinto que "aquilo" tinha que entrar, então ela cochicha em meu ouvido dizendo que queria colocar então o Medo também, já que ela constelou algumas vezes (a falta) de relacionamento amoroso e ela sempre sente medo. Ela escolhe então as 4 pessoas que representarão Ela, Casamento, Dinheiro e Medo.

Assim que a constelação começa, uma imagem se forma imediatamente: Casamento abraça Ela (a cliente, que estava sentada ao meu lado, ri de alegria) e o Dinheiro, e os três ficam felizes juntos. O Medo fica olhando para o Dinheiro, afastado. Resolvo colocar então uma pessoa que representa algo ou uma Pessoa ligada a esse Medo, alguém que pode ter vivido esse sentimento, por exemplo. Escolho a Pessoa 1 e ela entra na constelação, ficando de frente para o Medo. 

Imediatamente o Dinheiro se solta do Casamento, que continua abraçado a Ela (representante da cliente); faz menção de seguir atrás mas peço que o Casamento e Ela se afastem e permaneçam, assim podemos ver qual a relação do Dinheiro e do Medo. O Medo então fica bem próximo ao Dinheiro. A pessoa que representava o Dinheiro diz que está sentindo uma dor num dos braços, e começa a fazer um movimento de balançá-lo, como se quisesse "soltar" a dor. O Medo começa a fazer o mesmo movimento e diz que sente a mesma coisa. Pessoa 1 fica realmente olhando para o Medo, que olha para o Dinheiro, que não olha para nenhum dos dois. Pessoa 1 começa a balançar um dos braços, como o Dinheiro e o Medo. Nesta imagem, faltava mais uma pessoa ainda, um segundo personagem ligado a Pessoa 1. Coloco então mais uma Pessoa (2) na constelação, e peço que ela se deite no chão. O Dinheiro olha para a Pessoa 2 que está no chão, e Pessoa 2 começa a passar mal. Fica claro que houve um crime e que a causa era financeira.

Peço para Pessoa 1 deitar-se ao lado da Pessoa 2. Peço que Pessoa 2 diga, olhando para Pessoa 2 "eu tive o impulso de matar você", e na sequência peço que o Medo diga, olhando para Pessoa 2 "Não, na verdade eu é que tinha esse impulso". Depois de algumas falas, fica claro que houve um crime envolvendo dinheiro e/ou bens e posses, e provavelmente era também uma relação amorosa, como um casamento ou algo do tipo.

Curiosamente isso fica provado no fato de que quando Pessoa 2 deitou-se, imediatamente o Casamento solta Ela (a representante da cliente), e apenas fica perto, não mais tão "agarrada" como estava desde o início, e quando pergunto o que aconteceu Casamento apenas diz que "o interesse por Ela diminuiu quase totalmente, mas que não era incômodo ficar ali ao lado d'Ela". Ou seja, quando o crime (assassino/vítima) se resolve, quando as partes assumem as suas responsabilidades, algo (Casamento + Dinheiro) deixou de ser necessário, a compensação futura do crime deixa de ser necessária.

Claro, a cliente tem chances de casar-se, mas agora sem risco de morte para compensar algo no passado familiar. 

É, muitas vezes o Medo protege!

E uma observação final: a última cliente a constelar foi a mulher escolhida para representar o Medo. Na hora que íamos colocar a constelação dela, senti que deveria ficar para última constelação, deveríamos pular. Quando terminamos a penúltima, resolvi colocar os mesmos "personagens", com uma exceção: colocamos Ela, Dinheiro, Casamento e Trabalho.

Esta última transcorreu normalmente, e quando acabamos, a cliente quis dar um depoimento, dizendo que as duas constelações, para ela, se completavam. Porque sendo representante do Medo na anterior, ela sentiu que tinha algo a ver com a sua família, mesmo não identificando o que exatamente.

Quando pessoas se unem num workshop de constelações sistêmicas, sempre cada história tem relação com a dos outros, todas as histórias familiares estão entrelaçadas, por isso mesmo quem não constela sai beneficiado!