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Homenagem a um "Pai Profissional": Dr. Elzo Saito



1954 - 2012
No dia 20 de Maio de 2012 o coração do Dr. Elzo Toshiyuki Saito parou, sem volta. Perdi ali uma pessoa que me apoiou muito desde que conheci Joel Aleixo. Convivia diariamente com o Dr. Elzo há 13 anos. 

Para quem o conhecia, sabia de um "mapa chinês" que ele lia. Dr. Elzo um dia me perguntou se eu saberia como calcular esses dados, e depois de muitas tentativas consegui. Para o Dr. Elzo foi uma realização olhar um mapa astrológico impresso descrevendo tudo aquilo que ele procurava dentro da sua mente, e me senti muito satisfeita em poder retribuir tanto apoio e ensinamento com um cálculo matemático. 

Dr. Elzo me ensinou muito, já que me passou toda a sua visão como médico em sua experiência com seus pacientes. No início, várias consultas entre ele e seus pacientes foram feitas com a minha presença (e com a autorização destes pacientes), que eu anotava as minhas dúvidas para tirá-las depois. Ficava às vezes horas conversando e tirando dúvidas, ouvindo sua visão sobre a vida e a energia. 

E com o passar do tempo, fui "crescendo" profissionalmente, e em parte me desgarrando dele, pois fui desenvolvendo a minha maneira de trabalhar, mas sempre com as lembranças de seus conselhos. Mas continuamos juntos, dividindo apenas uma parede entre nós. Até que há cerca de 2 ou 3 anos, não me recordo bem, ele decidiu trabalhar com outro sistema floral, que não era do Joel Aleixo. Eu decidi continuar com o sistema que já trabalhava há tantos anos. E na nossa última conversa ele me disse que estava querendo a voltar a trabalhar com o sistema Joel Aleixo. Me perguntou várias coisas, queria se atualizar, já que faço parte do corpo docente da Escola de Alquimia Joel Aleixo. Pena, não deu tempo. 

Há três dias sonhei com ele. Ele me mostrava os envelopes com as fichas e me dizia muitas coisas. Pediu que eu desse recado para algumas pessoas próximas. Aos pacientes que o procurassem ao saber de sua morte, ele pediu para que disséssemos "obrigado" em nome dele. Ele pulava, ria muito, dizia estar ótimo, leve. Acordei feliz. 

Ontem entrei na sala dele pela primeira vez e não me contive. É muito estranha a morte: ela nos tira a rotina do dia-a-dia. Fico esperando que, a qualquer momento eu ouça, do outro lado da parede, ele mexer na torneira, tossir... sabe, aqueles ruídos que a gente associa a alguém? Nossa, estão me fazendo falta. E aí começo a pensar sobre a morte, sobre o quanto ele me dizia "desapega!", quase bravo, quando eu me mostrava preocupada com ele e com sua saúde declinando a olhos vistos. Ah, Dr. Elzo, talvez um dia eu me desapegue do senhor. Mas ainda não estou pronta. Dr. Elzo, muito, mas muito obrigada por não me deixar desistir quando me sentia insegura; obrigada por me aconselhar tantas vezes; obrigada por me apoiar como só um pai o faz. Eu tenho uma dívida afetiva grande com o senhor, Dr. Elzo. E me sinto muito privilegiada por ter convivido com o senhor por esses 13 anos. No meu coração, o senhor, Dr. Elzo Toshiyuki Saito, tem um lugar muito especial. 


Cristina Maruju, terapeuta do sistema floral Joel Aleixo e consteladora sistêmica.

Constelações Sistêmicas: Terminar um relacionamento... por amor!


Uma mulher constelou um relacionamento antigo num de meus workshops. Ela estava noiva de um rapaz, que por motivo de uma viagem ao exterior, ele resolveu terminar o noivado porque queria estar "livre", sem nenhum compromisso nesta viagem. Mas acontece que ele acabou por se casar com outra mulher, e teve filhos, inclusive. A cliente nunca mais conseguiu se relacionar. Ela queria olhar para esta questão já que tudo, para ela, ficou muito mal resolvido.


Ela escolheu duas mulheres para representá-la e ao rapaz. Só eu e a cliente sabíamos a questão e quem era quem.

Posicionei Ela e Ele frente a frente. E logo no início Ele se sentiu irritado. Algum tempo depois, Ele fica de lado, não quer encará-la, enquanto que Ela começa a chorar, triste. Ele olha para o outro lado, ignorando-a, enquanto que Ela alega que não quer/pode sair de perto dele. Ela quer se aproximar dele e saber algo. Peço que Ele diga "isso não tem nada a ver com você", e só assim Ele olha para Ela, ficando emocionado.

A cliente, ao meu lado, sussura algum motivo para que ele aja desta maneira (na cabeça da cliente, o motivo existe, é palpável), por isso resolvo colocar uma pessoa representando o Motivo. Posiciono ele afastado deles, que diz receber um "empurrão", um olhar profundo dEle. Ela se aproxima do Motivo, que a abraça, ficando ambos lado a lado olhando para Ele, de forma um pouco desafiadora. O Motivo diz que Ele olha enfrentando-o. Ela mantém-se com um olhar de cobrança.

Resolvo colocar os pais dEle, já que algo visivelmente o aprisiona. Coloco os pais atrás dEle, que imediatamente se vira de frente a eles. O Pai se abaixa, dizendo estar muito cansado (a cliente comenta que ele já é falecido). Ele abraça a Mãe, ajoelhado, depois de se aproximar do Pai tentando olhar nos olhos dele. Ele olha para o Pai, que está cada vez mais próximo ao chão, de cabeça baixa. A Mãe senta-se e mantém-se ao lado do Pai. O filho, Ele, fica como se esperasse algo desse Pai. Peço que eles troquem um olhar. Interessante foi observar que quando o Pai olha para Ele, o Motivo se coloca na mesma posição em que o Pai estava antes, cabeça baixa, próximo ao chão... Quando pergunto ao Pai o que ele sente quando olha para o filho (Ele), o Pai diz sentir raiva. 

Resolvo então deslocar Ele para perto dEla (Ela se manteve sentada distante, apenas observando tudo). Peço que Ele diga à Ela "não tem nada a ver com você, tem a ver com eles (meus pais)", "eu não consigo, eu sinto muito". Ela mantém-se impassível! Peço que Ele diga várias frases com o sentido de querer ficar com os pais, mas Ela fica gelada, não entende, nada a toca. A representante dEla diz sentir muita indiferença, então peço que Ela diga que não aceita isso dEle. A pessoa que representa Ele diz que "é o que é, esse homem não está disponível para ninguém, apenas quer ficar com seus pais". Pedi à Ele que dissesse à Ela "por amor à você, deixei você livre", e a pessoa que o representa olha para mim assentindo com a cabeça e completa "muito amor". A cliente, ao ouvir isso, me diz indignada ao pé do ouvido: "então porque se casou com outra e não comigo?", e a representante dEla diz praticamente a mesma coisa... E peço que Ele diga "eu estou muito preso à eles (pais), e na verdade eu vi que você não merecia isso". Entro com outras frases mais profundas, mas Ela não aceita.

E depois de um certo tempo, resolvi interromper a constelação, já que estava absolutamente claro que Ele tem uma questão muito profunda com os pais, enquanto que Ela não aceita isso de maneira alguma. Sim, por um orgulho que a deixa cega, ela não consegue compreender a profundidade desse amor dele por ela. Ele a deixou livre para ter a oportunidade de estar com alguém disponível, mas ela só enxerga "ele me largou e se casou com outra", mesmo sabendo do risco da "outra" sofrer casada com alguém tão indisponível. 

Eu já assisti e participei de muitas constelações de casais, onde um dos cônjuges está absolutamente enredado às questões de sua família de origem, e o quanto isso deixa o outro abandonado. Vemos isso claramente, pois quando colocamos os pais, esse enredamento fica mais claro que o dia. Mas racionalmente o cônjuge que está "abandonado" não consegue entender isso, infelizmente; numa constelação isso fica tão óbvio que a pessoa se vê obrigada a concordar! Mas esta cliente ainda precisa de um tempo para compreender que o Amor não aprisiona, liberta! O mais profundo Amor...

Inca identifica 19 tipos de câncer que podem estar relacionados ao trabalho

Matéria copiada na íntegra do site Estadão do dia 30 de abril de 2012


"Além dos vilões já conhecidos como amianto, radiação solar e agrotóxicos, o estudo inclui 112 substâncias cancerígenas no ambiente de trabalho, como poeiras de cereal e de madeira


Agência Brasil

O levantamento Diretrizes de Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho, divulgado nesta segunda, 30, pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), identificou 19 tipos de tumores malignos que podem estar relacionados ao trabalho.
Cabeleireiros e funcionários de salões de beleza: profissão que apresenta alto risco de câncer - Arquivo/AE
Cabeleireiros e funcionários de salões de beleza: profissão que apresenta alto risco de câncer
Arquivo/AE

Além dos vilões já conhecidos como amianto, radiação solar e agrotóxicos, o estudo inclui 112 substâncias cancerígenas identificadas no ambiente de trabalho, como poeiras de cereal e de madeira. O estudo mostra também que os casos mais comuns da doença relacionada ao trabalho são leucemia, câncer de pulmão, no nariz, de pele, na bexiga, na pleura e na laringe.
Cabeleireiros e funcionários de salões de beleza estão entre as ocupações com alto risco de desenvolvimento de câncer, devido ao contato direto com tinturas, formol e outras químicas.
De acordo com a coordenadora do estudo, Ubirani Otero,o documento serve como alerta para a população, sobretudo, os trabalhadores e para as autoridades, que devem reavaliar as políticas públicas hoje existentes. Ela explicou que a relação câncer e trabalho no Brasil está subdimensionada, o que prejudica o plano de ação de enfrentamento ao câncer.

Workshop: Destravando o Relacionamento Amoroso


Dia 19 de Maio de 2012, sábado, das 9h às 18h


Workshop exclusivo para mulheres que estão sozinhas há algum tempo, ou que vivem um relacionamento inexistente... Através do olhar sistêmico, constelações de algumas das participantes serão feitas para descobrir os motivos pelos quais não se chega a um relacionamento amoroso.

Você se encaixa se:
- Há muitos tempo não consegue namorar um homem por mais de um ano, pelo contrário: quando consegue se aproximar de alguém, sai apenas umas poucas vezes porque depois ele "desaparece";
- Desde que se separou (casamento), há anos, você não consegue se envolver com alguém;
- Você já ficou noiva mais que uma vez, mas "ele" sempre desiste;
- Começa a acreditar que você não tem "sorte" para conhecer alguém interessante...

Os motivos podem ser vários. Dentre eles:
- um relacionamento amoroso anterior (mesmo que seja muito antigo) que não acabou direito;
- a mulher está voltada à sua família de origem de forma infantil, por isso não há maturidade para um relacionamento;
- a mulher está no lugar da mãe, "casada" simbolicamente com o pai (porque houve morte da mãe, por exemplo), ou vice-versa;
- a mulher se diz disponível, mas na verdade está enredada em questões ou dinâmicas familiares muito complexas;
- a mulher tem medo de se machucar e evita estar disponível, mesmo que verbalize o contrário; etc.

O que significa 'olhar sistêmico', 'constelações'?
Esta é uma técnica que observa a existência de um complexo sistema familiar, onde cada membro está vinculado a outro através de conexões e padrões de comportamento, herdados através de gerações e que influenciam profundamente o dia-a-dia de cada um de nós.
Neste trabalho podemos identificar os enredamentos dentro do sistema, completando algo, trazendo à tona aquilo que faltou, aquilo que é necessário para que o todo se torne mais saudável.
Trabalham-se as três principais leis que regem os sistemas:
- Todos pertencem (todos fazem parte, ninguém deve ou pode ser excluído);
- Ordem de chegada (hierarquias);
- Equilíbrio de trocas (eu dou / eu recebo).
Podemos trabalhar vários tipos de questões, como familiares, empresariais, saúde, relacionamentos entre casais e/ou pais e filhos.
O trabalho de Constelações Sistêmicas Familiares foi desenvolvido pelo alemão Bert Hellinger, que já tem publicado vários livros sobre o assunto.

Quero participar!
Somente para mulheres acima de 30 anos, mas alguns casos podem ser estudados; favor entrar em contato: curapessoal@gmail.com
Número de participantes limitado!
Não será permitida a participação sem inscrição prévia!
Não será permitida a participação de homens.

Inscreva-se em curapessoal@gmail.com e coloque no assunto (subject) Workshop para mulheres

Valor: R$ 100 (depósito bancário - solicite uma vaga por e-mail)

Todas as participantes que quiserem terão a chance de serem consteladas através de sorteio, mas apenas algumas constelações serão realizadas devido ao tempo escasso.

Em todas as constelações há a necessidade do que chamamos de "representantes", ou seja, pessoas que serão aleatoriamente escolhidas para representarem determinadas pessoas. As escolhidas "representantes" certamente vivenciam dinâmicas muito semelhantes à cliente constelada, por isso muitas vezes não há a necessidade real de colocar uma constelação. Por favor, leia a nota "Ser representante e se trabalhar, sem saber".

Estacionamento no local, preço único para o dia todo: R$ 15

Mais informações: curapessoal@gmail.com

"Técnica combate dor nas costas sem cirurgia"




MARIANA LENHARO


O aposentado Jonas Torres, de 75 anos, testou a técnica

"Quem sofre com dores na coluna, problema que afeta um em cada três brasileiros, e não obteve sucesso com terapias tradicionais, como remédios e fisioterapia, tem agora uma nova opção. Praticada nos Estados Unidos desde 2001, a fisiatria intervencionista chega ao Brasil com a vantagem de ser minimamente invasiva, ao contrário das cirurgias convencionais. Entre 70% e 90% dos pacientes tratados respondem bem à técnica e ficam de seis meses a um ano, em média, livres da dor após o procedimento.

Constelações Sistêmicas: Morrendo de fome: uma constelação


Num workshop que dirigi, a cliente colocou como questão o apetite incontrolável: ela come até passar mal.

Ela escolheu dois representantes: um rapaz para Ela e uma mulher para a Fome. Importante dizer que ninguém sabia qual era a questão nem quem era quem, apenas eu e a cliente. 

A posição inicial foi frente a frente, e alguns minutos depois a Fome diz sentir angústia e chora. Ela dá um passo para trás, incomodada, e a Fome diz que não quer que Ela vá embora, chorando mais. A Fome segura a mão d'Ela e para de chorar, dizendo que melhora a angústia, mas é visível que Ela não gosta de ser segurada. Ela diz que tem vontade de saber o motivo pelo qual as pessoas (sim, no plural) querem segurá-la, e eu questiono se o representante sente que é mais que uma pessoa (afinal só há ele e a mulher como representantes até agora trabalhando) e ele diz que sim. Pergunto se ele sente quantas pessoas são, e ele diz 3. Pergunto ao grupo se alguém se sente capturado e dois homens imediatamente dizem sim, então peço que eles entrem e sintam quais são os lugares que eles devem ocupar.

Constelações Sistêmicas: Segredos de família

Existem segredos dentro de uma família que precisam vir à tona. Quando estes segredos são escondidos, isso tem efeito sobre várias pessoas dentro desta família, dentro deste sistema.

Por exemplo: quantas crianças existem? Existe ou existiu alguma criança sobre a qual não se fala? Quando isto vem à tona, todos se aliviam.

Ou, às vezes, nega-se a uma criança a identidade de seu pai. Todas as crianças têm o direito de saber a identidade de seu pai e de sua mãe! Imaginem uma mãe ter um filho de outro homem e este segredo permanecer oculto, velado. O quanto esta mãe precisa se esforçar para guardar este segredo?

Constelações Sistêmicas: Mãe ausente - inversão de papéis

Quando uma Mãe não toma (é ausente, não se aproxima) seu Filho ou Filha, provavelmente sua relação com sua própria mãe foi ou está complicada. Então o Filho, principalmente no caso da Filha, acaba assumindo o papel de mãe da Mãe. E assim, ela não pode ser uma Criança e a Mãe não pode ser uma mãe. Por isso, a solução começa com a própria Mãe. Dentro de uma constelação sistêmica isso é possível, e no caso de uma Mãe viva, é mais favorável que esta Mãe constele.

Constelações Sistêmicas: As Leis fundamentais!


Renovar sempre!


Por que as crianças estão cada vez mais infelizes?

Copiado de Veja na íntegra:

Especialistas em saúde infantil chamam a atenção para uma epidemia silenciosa que afeta a saúde mental das crianças que, ainda pequenas, precisam lidar com as pressões da sociedade moderna
Natalia Cuminale
Segundo especialias, as crianças estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas
Segundo especialias, as crianças estão ansiosas, estressadas, deprimidas e sobrecarregadas (ThinkStock)
Uma em cada onze crianças com mais de oito anos de idade está infeliz, segundo um estudo divulgado em janeiro deste ano pela Children’s Society, organização centenária de proteção infantil. Apesar de a pesquisa trazer à tona uma realidade das crianças entre 8 e 16 anos do Reino Unido, especialistas brasileiros em saúde infantil afirmam que esse não é um problema exclusivo das crianças britânicas. No Brasil, a realidade é parecida. Ana Maria Escobar, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo, conduziu uma pesquisa com os pais de cerca de 900 crianças de 5 a 9 anos que estudavam em escolas particulares e estaduais.

Constelações Sistêmicas: Por amor à você mãe, eu não me aproximo do sucesso!


Dirigi uma constelação em workshop cujo tema foi o sucesso e a dificuldade de chegar até isso. O cliente, um jovem e promissor artista plástico, se queixou de que sempre fica muito próximo disso, mas nunca alcança o êxito desejado.

Ele escolheu então uma pessoa para representar o sucesso, e outra para representá-lo. O detalhe é que nenhum dos participantes sabia nem qual era a questão, nem quem era quem.

Imediatamente vimos que o sucesso olhava para ele, como se estivesse totalmente à sua disposição, mas ele não olhava, desviava o olhar, se afastava, olhava para o chão.

Pedi que o cliente escolhesse então um representante para o "motivo da fuga" do sucesso. Quando o motivo entrou, imediatamente fez contato visual. O motivo sentou-se frente à ele e se deitou. Ficaram assim por vários minutos, o sucesso sentado junto aos dois. Resolvi colocar uma representante para a mãe do cliente, já que a pessoa/motivo parecia uma criança.

Constelações Sistêmicas: Ciúmes ou... preservação?


Participei como representante numa constelação familiar com tema empresarial que revelou uma dinâmica curiosa.

Um casal e uma amiga resolveram abrir um negócio e eles gostariam de saber se daria certo. Eu fui escolhida para representar a esposa, e outras duas pessoas representaram o marido e a amiga, além de um representante para o negócio. O comentário que cabe aqui é que num súbito me senti barriguda, grávida! E o resultado do negócio, por outros motivos, não dariam certo.

O casal então resolveu constelar outro negócio, desta vez um investimento: eles comprariam um terreno para construir casas. Continuamos todos como representantes, mas foi escolhida uma outra pessoa para este novo negócio.

Abraço...


Aprendizado...


Constelações Sistêmicas: Sonho ou realidade?


Conduzi uma constelação cujo tema era trabalho: a cliente foi demitida há 11 anos de uma empresa e desde então não consegue nada satisfatório.

Sem que nenhum participante soubesse nem da questão nem quem era quem, foram escolhidos inicialmente dois representantes: ela e a empresa. E desde o início ambas se conectaram e pareciam muito felizes juntas. Estranhamos, eu e a cliente. E à medida que o tempo passou, parecia uma união feliz. Coloquei então a suposta pessoa que seria responsável pela demissão dela, e a dinâmica não teve grande alteração. As três pareciam estar em relativa harmonia. Coloquei então um representante para "um outro motivo" (desconhecido). E tudo parecia não mudar muito.

Delicadeza...

Delicadeza não tem idade, sexo ou idioma. Delicadeza derrete o mais gelado coração, seca a mais ácida lágrima e faz sorrir o rosto mais duro. Delicadeza deveria ser ensinada nas escolas, fazer parte das famílias, ser obrigatória nos ambientes corporativos. Delicadeza deveria ser todo dia, toda hora, com todo mundo!

Constelações Sistêmicas: Trigêmeas


Participei de uma constelação familiar cuja questão era sentir-se deslocada, sentir-se rejeitada. A cliente colocou representantes para ela, seu pai e sua mãe.


Imediatamente, a representante da cliente olhava para o chão, com os braços direcionados para baixo. Entrei na constelação e foi pedido que eu deitasse no chão, na frente dela, sem saber quem eu representava. A representante olhou para mim, mas eu sentia que ainda faltava alguém do meu lado, grudada. Foi colocada outra pessoa, e assim que ela se deitou, demos os braços e a representante da cliente deitou-se ao meu lado, dando o braço para mim, ficando as três muito unidas. Mas eu não esboçava nenhum sentimento, apenas a olhava nos olhos. No trabalho das constelações familiares, dar os braços unindo-se geralmente significa, dentro de um contexto específico, gêmeos - neste caso, éramos trigêmeas.

Constelações Sistêmicas: Sob outro ponto de vista

O que você vê nesta ilustração?

Numa constelação familiar em grupo (workshop), pode-se observar muitas coisas sob outros pontos de vista.

Recentemente, uma cliente que sabia de uma estória familiar deu-se conta que não era uma história real, e sim uma estória* pontuada de fatos fantasiosos. Imaginava que o avô era a fonte de um desentendimento familiar, mas ficou tão claro como o sol ao meio dia de que não se tratava disso, e sim de outras pessoas que queriam que esta imagem assim ficasse, cheia de "mentiras". Quem conta um conto, aumenta um ponto.

Constelações Sistêmicas: Quando amar resulta em brigas!!!


Mais uma vez a dinâmica da ordem de chegada desrespeitada dentro de um núcleo familiar...


No último workshop de constelação familiar, a cliente coloca como questão a relação difícil que tem com a irmã caçula (a cliente é a mais velha, e há um irmão entre elas). São escolhidos representantes para os três, além dos pais, mas nenhum dos participantes sabe nem qual é a questão, nem quem é quem, apenas eu e a cliente. A cliente os posiciona, e logo a dinâmica começa a ser revelada: a representante dela se coloca próxima aos pais, enquanto que seus dois irmãos se afastam. E mais alguns minutos, fica ainda mais claro: a mãe se afasta do pai e a cliente fica ao lado dele, ocupando o lugar da mãe, olhando para os irmãos, com a mãe de costas para todos. O interessante é que até este ponto, nenhum dos representantes sabia o que estava contecendo.

Constelações Sistêmicas: Respeite o dinheiro!!!


No último workshop de Constelações Sistêmicas que promovi, uma cliente colocou como questão sua relação com o dinheiro: ela tem dificuldades para ganhar e mantê-lo.


Ela escolheu então uma representante para cada, uma para ela e outra para o dinheiro. As pessoas não sabiam de nada, nem qual era a questão, nem quem era quem. Foram colocadas frente a frente, mas nada acontecia, até que perguntei à pessoa que representava o dinheiro, e ela disse que as mãos dela estavam formigando, e que algo a incomodava. Toquei a cabeça da representante da cliente para ficar inclinada, como sinal de submissão. Imediatamente houve um efeito, as mãos da representante do dinheiro esquentaram.

Constelações Sistêmicas: Me diga: o que faço?


Algumas constelações trazem à tona dinâmicas que, racionalmente, não claras. Por exemplo: uma vez assisti e participei de uma constelação onde a questão era colocada por uma jovem que dizia não conseguir decidir qual carreira profissional seguir. Sua mãe desejava que fosse "A", o pai, "B". E ela dizia que desejava "C". Não importa quais eram agora.

Durante a constelação, ficou claro que ela ponderava em seguir "A" ou "B" para depois culpar seus pais da infelicidade. Com relação à carreira "C" sua representante nem olhava, nem se dava conta da existência de uma terceira possibilidade. Fui colocada na constelação para representar o Futuro, e a carreira "A" grudou em mim! Me sentia muito bem com a carreira "A" ao meu lado, e ambas sentíamos um futuro de sucesso. Mas a representante da moça ficou brava - afinal, ela queria que a vida dela desse errado para culpar seus pais. Ou seja, ela desejava que tanto "A" quanto "B" fossem um fracasso. A carreira "C" ela ignorava.

Constelações Sistêmicas: Ser representante e se trabalhar, sem saber!

Assistir à um workshop de constelações familiares não serve apenas para saciar a curiosidade, ou aprender na prática, ou entender melhor as relações humanas. Também serve - e muito - para trabalharmos questões que muitas vezes não temos nem ideia que vivemos, aprisionados ou não. Chamamos isso de "pegar carona": mesmo que você não constele, você também é beneficiado. Por exemplo: imagine que, num grupo, todos devam fazer a higiene bucal. A maioria recebe um copinho com um antisséptico bucal e o restante, em menor número, recebe escova e pasta dental. Todos fazem a higiene, a maioria de forma superficial mas razoável, e a minoria mais profundamente.

Constelações Sistêmicas: Por fidelidade à família, dor e sofrimento

Participei como representante numa constelação familiar onde um casal está com problemas: o marido a traiu, e ela quer mesmo assim, tentar. Ele diz que se arrepende, e ela aceita isso.

Quando eu, escolhida para representá-la, fiquei frente a frente com o rapaz que representava o marido, olhei nos olhos dele, sorri, marota, como que seduzida. Quando tento dar um passo em direção à ele, começo a chorar e me afasto sutilmente. Ficamos assim por vários minutos, entre o riso e o choro. Era como se eu fosse repelida ou atraída por algo invisível. E o representante dele dizia que queria ficar comigo.

Quando forço a aproximação, caio no chão, deitada de costas. Ele aparece no meu campo de visão, mas tenho a sensação de que há outras pessoas olhando para mim. Foram colocadas, gradativamente então, mais pessoas, todas mulheres. A cliente havia dito que muitas mulheres da família foram traídas ou não mantiveram seus casamentos. Afasto, com meus pés, o representante do marido para fora do meu campo de visão porque sentia medo que ele ficasse perto delas. Quando olho para todas as oito mulheres olhando para mim, no chão, me levanto, e sou cercada por todas. Me sinto embriagada, extasiada, e digo "Cheguei! Estou em casa agora" e rio de alegria, girando dentro do círculo delas.

Elas me acolhem com muito amor. O facilitador pede então que eu diga à elas "Como vocês", ou seja, a cliente vive como elas. Todas elas sorriem para mim, concordando. Mas numa rápida olhada, avisto o representante do marido, e choro, quero ir até ele, mas elas me seguram. Foram ditas várias falas de cura, porque estas mulheres abriram mão do amor e do casamento, e a cliente estava seguindo este caminho, talvez num futuro muito próximo, separando-se. As falas de cura solicitam, com respeito, que estas mulheres abençoem a cliente, para que ela viva feliz no casamento e no amor. Depois de muitas falas e de reverenciá-las no sofrimento e na dor, elas se afastam, e consigo me aproximar rapidamente do marido, abraçando-o fortemente.

Sim, por amor, mulheres de várias gerações são fiéis àquelas que sofreram, perpetuando uma dinâmica muitas vezes por séculos afora. E a importância da cliente nesta família talvez seja a de justamente "quebrar" esta dinâmica, para que, a partir de agora, as mulheres da família desfrutem da alegria e da felicidade no amor. O marido procurou através da traição chamar a atenção da mulher, em vão. Quando terminamos a constelação, a cliente agradece ao marido pela paciência. Ele sorri, e a beija.

Foi uma linda constelação, que mais uma vez mostra que por amor à nossa família, podemos optar pela dor e pelo sofrimento.

Constelações Sistêmicas: Amor à toda prova = doença

Outra dinâmica muito comum que vemos nas constelações familiares é a ligação com os mortos. E às vezes a ligação é tão profunda que a pessoa procura a morte como prova de amor. Sim, a maioria de nós é suicida...

Trabalhei como representante de uma mulher que diz ter passado por várias doenças, e agora vive com a sombra do câncer. Ela conta que quando seus pais ainda estavam vivos, ela lutava para que eles não sofressem, e agora que eles estão falecidos, ela não tem com quem se preocupar, neste sentido.

Quando algumas pessoas foram colocadas no trabalho representando os mortos, eu, representante da mulher, imediatamente me deitei, olhando nos olhos deles, como se ali fosse mais divertido que qualquer outro lugar. E eu ainda dizia que ali era legal, era uma festa para mim. E eu mal olhava para os meus pais, que também estavam no mundo dos mortos, e que também queriam estar lá. Mas meu amor maior era pelos outros - que segundo a mulher eram seus irmãos - e quando foi pedido que eles dissessem que eu não poderia ficar ali, nossa, que tristeza... Me levantei, olhando com tristeza para eles, e várias vezes tentava me deitar novamente, mas não pareceu mais tão legal ficar lá...

Foi pedido pelo facilitador que eu me afastasse dali e fosse em direção à uma pessoa que foi colocada representando a vida, e quando olhei para ela, disse rapidamente que ela me assustava, que me parecia um espantalho! Tive que me esforçar muito para ir até ela, mas sempre tentava olhar e voltar para os outros, que começaram a ficar muito irritados com a minha dúvida. Os mortos não ficam em paz quando não respeitamos o tempo certo, o nosso tempo certo de viver. E o facilitador disse à cliente que respeitava essa dúvida dela e terminou assim a constelação.

A mulher veio conversar comigo depois, e me disse que "nunca vi alguém ser tão eu" e que ela sempre pensa "bom, vou deixar tudo pronto para quando a minha hora chegar". Depois algo acontece que a chama para a vida, algum trabalho, alguma coisa, e ela logo pensa "que chato, tenho que ficar mais um pouco".

As doenças respondem ao nosso chamado. Ficar doente é um jeito "aceitável" de dizer "quero morrer"...

Constelações Sistêmicas: Filhos divididos

Num final de semana de constelações familiares, uma dinâmica que apareceu por duas vezes: quando uma separação entre o casal gera problemas nos filhos.

Num dos casos, uma mulher que ficou casada por 7 anos se separou do marido há 3 e a filha, agora com 12 anos, fica aguardando a mãe resolver seus problemas para poder se aproximar do pai. E, por sua vez, a mãe justifica a distância filha/pai por ele ser agressivo, estava batendo na filha nas últimas vezes em que estiveram juntos.

Quando foram colocados representantes para os três, revelou-se que quem era agressivo não era o pai, e sim a mãe. A agressividade não se manifesta apenas fisicamente, mas pode ser mais avassaladora uma agressão verbal ou até emocional. O representante do pai disse que o tempo todo a respeitava, e que não tinha raiva dela, enquanto que a representante da mãe, enfurecida, ameaçava agredir o pai. A filha ficava dividida. Não sabe a quem seguir, a quem amar, a quem honrar. E quando adulta, provavelmente a filha, que foi afastada do pai, se revoltará contra a mãe.

Quando a mãe reconhece que era responsãvel TAMBÉM pelo insucesso no casamento, e reconhece também o valor do pai por ter lhe a dado a filha, a raiva se esvai.

Numa separação, o mais importante é o reconhecimento da importância de ambos na vida do outro. Assim, ambos podem seguir suas vidas livres.

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Constelações Sistêmicas: Depoimento de mulher, 45 anos

"Tinha procurado pela Cristina Maruju porque queria que ela me tirasse o tarot em março de 2011.
Duas perguntas: trabalho em dois lugares. Queria saber o que um colega de trabalho que praticamente me assediava queria de mim e se eu saia ou não do meu emprego principal, onde eu tinha tido uma experiência horrível com meu ex-chefe primeiro dele se aproveitar do meu trabalho, e depois, de ter armado uma situação que quase me fez ser demitida por justa causa.

Ela não tirou o tarot, mas leu meu mapa astral e fez a constelação familiar com os bonequinhos de madeira. Entendemos que antes de mim, que seria a irmã mais velha, houve uma criança. Ela não chegou a nascer, muito provavelmente, era o menino que meu pai sempre quis ter. Meus pais queriam muito um filho, e fez todo o sentido do mundo o que a Cristina estava dizendo.

Sempre fui muito amada, como, aliás, todos os meus outros 04 irmãos, mas eu era excessivamente cobrada. Era cobrada como se fosse um homem genial. Tinha que ser sempre a primeira da classe, tinha que ter sempre o melhor emprego, tinha que ser um exemplo para meus irmãos, tinha que ser perfeita!

Depois disso fiz outra constelação presencial, constelando relacionamentos, que foi um assunto que veio no mapa astral: eu teria certa cegueira em relação aos relacionamentos.

Junto com tudo isso, tomei também dois florais. Na constelação presencial apareceram os relacionamentos com o meu ex-chefe do emprego principal, o colega que me assediava, e todos os meus amigos.... Foi muito intenso!

Depois de 06 meses, na minha família minha mãe está com a saúde muito melhor (colesterol e pressão baixaram), uma irmã ficou noiva, outra que tinha problemas financeiros está quase resolvendo tudo, minha irmã que tem filhos está mais tranqüila e meu irmão que mora fora do Brasil mais centrado.

Eu pessoalmente quase resolvi meus problemas financeiros, tenho tido encontros simplesmente maravilhosos com meus amigos antigos, dos quais eu tinha me afastado.  No meu emprego principal tenho sido bastante respeitada tecnicamente e pessoalmente (embora eu queira muito sair desse emprego porque não vejo possibilidades de progresso de forma fluida). No emprego secundário tenho tido muito reconhecimento pessoal e até financeiro, o moço que me assediava talvez tenha problemas porque simplesmente sumiu da minha vida (essa parte está meio morna, mas pelo menos não está dramática), uma proposta que eu apresentei a um Ministério está em andamento (falta apenas uma etapa para ser completamente aprovada). E espero que eu breve eu tenha uma proposta de trabalho que me dê condições de sair do meu emprego principal.

É claro que ter tido consciência de formas intrínsecas de comportamento me fez ficar mais atenta a que atitude eu tomaria, me fez observar melhor as coisas e pessoas, enfim, é como se eu estivesse enxergando o mundo a minha volta, entendendo finalmente meus relacionamentos, que na grande parte foram absolutamente maravilhosos – e eu nunca dei valor.

Nada disso eu vivi sem muita angústia e medo. Medo de estar completamente errada, medo de não ser querida por ninguém, medo de não ter nenhum valor .... mas para minha surpresa, foi justamente o contrário!

Os efeitos da reorganização que a Constelação propicia são realmente profundos. Não creio que foi apenas a consciência das minhas limitações e da minha dinâmica que tenha feito as coisas mudar tanto ao meu redor. Creio que reorganizar as coisas, pessoas vivas ou não, significados vários na nossa vida no mínimo tem a mesma importância que a consciência de nossas limitações e dinâmicas.

Claro que para tudo isso tem que se estar aberto a mudanças, a ‘deixar rolar’, a se entregar ao fluxo da vida, de uma lógica que sai da nossa visão restrita, de uma lógica lógica por ela mesma e não pelos nossos medos e desejos! Funciona desde que tenhamos realmente coragem e humildade: reverenciar a existência é o primeiro grande passo."

Constelações Sistêmicas: Como funciona um workshop?

Este é um trabalho feito em grupo; existe a possibilidade de se constelar individualmente, em consultório, mas para muitas questões o trabalho feito em grupo é mais rico.

O "grupo" é formado por pessoas interessadas em "constelar" (colocar uma questão, olhar para algo, buscar uma solução) e por pessoas que querem conhecer o trabalho, assistir ou participar pela primeira vez ou por pessoas que querem aprender mais sobre a vida, observando as dinâmicas de outras famílias.

"Limpa-se" muito um sistema apenas assistindo ou participando das dinâmicas. Chamamos isso de "pegar carona": você é chamado pelo constelado (cliente) a ser um representante específico (pai, mãe, a própria pessoa, ou até algo inanimado, como dinheiro, trabalho, etc) e lá está você vivenciando a dinâmica que você vive no seu dia a dia, na sua família, no seu trabalho. Ou até vivencia uma dinâmica que você não sabe que existe na sua família. Algumas pessoas, de tanto pegarem carona, não sentem necessidade de constelar.

Nas constelações procuramos falar o mínimo possível, para que os "representantes" apenas "sintam" e não reflitam ou racionalizem aquilo que eles "acham" que devem fazer, segundo conceitos pessoais. Por exemplo, se eu sou escolhida para ser representante da mãe do cliente/constelado, e percebo ali que a pessoa é carente, posso me autosugestionar e me comportar como uma mãe super carinhosa. Mas se o cliente/constelado precisa resolver justamente a carência, não é me comportando desta forma que eu, como representante, irei ajudar esta pessoa; pelo contrário, a mãe não será vista como se deve a fim de solucionar algo.

Neste trabalho dizemos que não julgamos ninguém do sistema (família ou grupo), pois isso faz com que tomemos partido, e isso prejudica o trabalho a tal ponto que não deve ser feito, porque o que aparece não é a verdade da alma destas pessoas do grupo (familiar ou não), e sim a vontade e julgamento do facilitador. Como facilitador, o condutor deste trabalho deve se colocar sempre neutro para que seus conceitos (e "pré" conceitos) não interfiram. Um facilitador que julga seu cliente ou toma partido não pode conduzir uma constelação. E também é da responsabilidade do facilitador estar atento às inclinações dos representantes para que não haja julgamento por parte deles; neste caso, o facilitador deve trocar o representante imediatamente. Isso realmente acontece. Por este motivo pessoas amigas, parentes e cônjuges não podem trabalhar como representantes. Os filhos não devem assistir às constelações de seus pais, nem saberem a respeito, mas os pais podem assistir ou saberem sobre as constelações dos filhos.

Cada facilitador trabalha de uma maneira, desenvolve seu jeito particular de trabalhar. O criador deste método, o alemão Bert Hellinger, já modificou profundamente a maneira como conduz suas constelações. Hoje ele trabalha de maneira muito diferente do início, da maneira como ele descreve em muitos dos seus livros. Mas isso não significa que assim ou assado seja melhor ou pior, certo ou errado. Apenas é.

A maneira como conduzo meu trabalho é de forma velada, o máximo possível, para que os representantes atuem exatamente como eles sentem fisicamente, ou por sensações emocionais. E é incrível (só assistindo para ver como funciona, descrever é difícil) como até dores os representantes sentem, cheiros, imagens, enfim.

A questão, ou melhor, o que o constelado que olhar ou resolver deve ser uma questão essencial, não uma bobagem, uma coisa corriqueira. Deve ser algo que o afeta profundamente na vida. Exemplos podem ser vistos no post "Exemplos de questões que podem ser trabalhadas no workshop"

Um livro para quem quer conhecer mais sobre este trabalho: "Constelações Familiares", Bert Hellinger, Editora Cultrix-Pensamento.

Datas dos próximos workshops: veja no canto superior direito da página, Próximas datas.

Este trabalho não está ligado à nenhuma crença religiosa.

Constelações Sistêmicas: Quando o amor entre irmãos é mais forte que o amor entre um casal

Por amor à seu irmão mais velho o irmão mais novo abriu mão do amor. Foi o que vimos num dos meus workshops de constelação familiar. Num relacionamento que não vai bem, o motivo que veio à tona na constelação foi que o irmão mais novo não se sente no direito de ser feliz, já que seu irmão mais velho não consegue ser feliz nos relacionamentos.

Claro que isso não está na superfície, não é claro para ninguém. Mas na constelação podemos ver isso de forma muito clara e surpreendente. Como o irmão mais velho não consegue ser feliz nas relações amorosas, seu irmão mais novo se afasta da relação atual, provoca seu final, para que ambos fiquem "juntos" na infelicidade. Ou ele espera que o mais velho encontre a felicidade para depois ele se sentir no direito de usufrui-la também.

Pode ser que por gratidão ao mais velho, ou pode ser puramente por amor. Quando o mais velho percebe isso, sente-se mal. Ele não quer que o mais novo abra mão da felicidade por ele, ou em nome dele. Quando, na constelação, isso se resolve, o casal volta a se olhar com amor novamente, e o mais velho fica emocionado com a alegria do mais novo.

Final feliz!!!

Constelações Sistêmicas: A maldição no amor

Aconteceu no meu workshop de constelação familiar: jovem mulher, colocou como questão os relacionamentos. Depois de passar alguns meses casada, o marido a abandonou, sem dar explicações.

Depois de colocar uma representante para ela e outra pessoa para o relacionamento e ambos se comportarem de forma estranha, resolvi colocar seus pais e uma criança perdida (uma irmã, que a mãe perdeu na gravidez). A criança não fazia conexão com o pai, se sentia incomodada com ele, e com a mãe a conexão era fria, parecia distante. Coloquei a avó, que imediatamente colocou-se ao lado da criança, e me disse que culpava a mãe por ter feito isso. Coloquei então mais três gerações atrás da avó, para descobrir se algo grave havia acontecido antes. Pedi para que cada um dos três casais se olhassem, e o último casal formado imediatamente se afastou. Ali estava o problema.

Questionado, o representante do homem disse que se sentia abandonado pela mulher, e a representante dela confirmou. Coloquei então outro homem, para saber se ela havia abandonado o marido por isso, e rapidamente ela foi até o novo homem colocado. O marido estava indignado, profundamente triste, sentindo-se mal. Pedi que ele dissesse à todas as pessoas na constelação (que já eram várias, alguns detalhes e a colocação de outros representantes não vem ao caso): "eu amaldiçôo todos vocês", e depois que ele disse isso, antes a contragosto, o representante sorriu e disse que se sentia muito bem! "Eu amaldiçôo a todos vocês no amor e na felicidade", fiz o representante dizer em alto e bom som, que sorria cada vez mais feliz. Fiz a representante da cliente se aproximar dele e dizer que, por amor, ela vivia como ele, infeliz no amor, e que continuaria a maldição. Ele disse que se sentia bem ouvindo isso, e estava com uma expressão de contentamento total no rosto.

Pedi então que a cliente, junto de sua representante, mais todos os participantes da constelação, ajoelhassem-se e, de cabeças baixas, dissessem "por amor à você, e em sua homenagem", e depois "por favor". Ao ouvir isso, este homem, 5 gerações antes da cliente, disse estar "amolecendo", vendo todas as pessoas (cerca de 15) ajoelhadas, em coro, reverenciando seu sofrimento. Pedi que todos dissessem ainda "nós sentimos muito", e o representante diz que quer se deitar, e estava sentindo que o sentimento de ódio estava desaparecendo. Pedi então que todos dissessem "muito obrigado", e o representante foi ao chão. Ao deitar-se, pedi que ele dissesse, com todos ainda de cabeça baixa e de joelhos, "eu abençôo a todos vocês, com a felicidade no amor e em tudo mais que vocês desejarem".

Incrível, não? Como o sofrimento de uma pessoa pode perdurar por tantos anos e tantas gerações... E certamente, todos as pessoas desta família serão beneficiadas com o fim desta maldição. Fora todos os participantes, que adoraram pegar essa carona!!!

Constelações Sistêmicas: Perdido profissionalmente

Me lembrei de uma participação como representante num workshop de constelação familiar que me fez muito bem e que vou compartilhar com vocês.

Um rapaz, 24 anos, sentia-se perdido profissionalmente. O facilitador colocou apenas um representante para ele no meio da sala para vermos o que estava acontecendo com ele. O representante começa a cambalear olhando fixamente para um ponto à sua frente. Foi colocado um homem neste lugar, que imediatamente reagiu ao representante, se afastando mas não deixando de olhar. O representante do cliente cambaleava e começou a andar pela sala, olhando fixamente para o homem. Indagado, o cliente disse que tratava-se do pai (que estava presente no trabalho, assistindo, bem como a mãe e o irmão mais novo), que lhe cobrava uma decisão profissional, já que o pai trabalhava como economista e tinha muito sucesso na carreira. O rapaz comentou que não se sentia feliz, mas que queria ter sucesso rapidamente como o pai desejava. Mas o movimento do homem era de se afastar, e o cliente disse então que era porque o pai dizia que se ele fosse fazer outra coisa, que decidisse logo.

O facilitador me colocou à frente do representante do cliente e disse que eu representava o futuro. Imediatamente sorrimos um ao outro, nos abraçamos e eu segurei nos braços dele, levantando-os. Tive uma vontade incontrolável de levantá-lo mais, e pedi permissão ao facilitador para que eu subisse numa cadeira, e assim o fiz: fiquei em pé numa cadeira, segurando as duas mãos dele na direção do céu. O rapaz sorria, mesmo sem entender, apenas assistindo.


O facilitador me perguntou o que eu estava sentindo, e eu disse, muito emocionada, que ele ia crescer muito ainda, e que eu sentia cheiro de tintas e a sensação de muitas cores. Neste momento o rapaz chorou fortemente por alguns instantes, e depois, num misto de risos e lágrimas, disse que o sonho dele era o de ser artista plástico, e que ele adorava mexer com tintas, mas que o sonho do pai foi mais forte e ele abandonou as telas. O pai, à esta altura, chorava discretamente, enquanto que o homem que o representava estava sorrindo, olhando à distância. Estava claro. A constelação acabou aí, e o que todos lhe desejaram foi boa sorte na carreira artística.

E eu, de minha parte, sentindo tanta energia, na verdade uma energia avassaladora de sucesso, fiquei muito, muito feliz por ter participado de uma constelação tão bonita.

Constelações Sistêmicas: Amor à três

No meu último workshop de constelações familiares, uma cliente constelou os relacionamentos - na verdade, a ausência deles. Cerca de 40 anos, filha única de pais também filhos únicos. Foi escolhida uma representante para ela e escolhi 3 homens para que representassem isso, os homens, além de uma pessoa que representasse o obstáculo. A cliente escolheu uma mulher para representar o obstáculo, que em alguns minutos demonstrou muito ódio por um dos rapazes. Mas ela olhava também para outro deles, buscando proteção. Com o tempo revelou-se que esta mulher vivia dividida entre os dois homens: um que lhe dava segurança e proteção, outro que lhe despertava amor e tensão/tesão...

A representante da cliente ficava olhando para esta mulher, como que admirada, identificada com ela. Foram ditas frases para que ambas reconhecessem cada uma sua individualidade e com o objetivo da cliente deixar de se envolver com outras pessoas porque não sabia o que fazer / decidir.

Na maior parte das vezes, o problema está no que chamamos de "identificação", ou seja, quando estamos repetindo uma dinâmica por amor à algum antepassado. Quando percebemos a identificação e nos desconectamos dela, estamos livres para vivermos a vida à nossa maneira.

Amor é isso, é estar a serviço de algo tão maior, tão fora de nossa compreensão que simplismente repetimos.

Constelações Sistêmicas: Azar no amor?

Participei com representante numa constelação familiar onde o rapaz, cliente, dizia que seu relacionamento atual não ia para frente. Inicialmente foi colocada a mãe, para que ela lhe desse força. Foram colocadas 3 mulheres, representando seus últimos 3 relacionamentos importantes. A primeira dizia que estava tudo bem entre eles, foram ditas algumas frases como "que pena que não deu certo" e tudo bem. Eu representava a segunda, que fingiu estar grávida. Ela sentia muita raiva dele, por ter certa obsessão não correspondida. Foram ditas frases de cura, onde ambos reconheciam a importância do outro na vida deles, e com um pouco de esforço, tudo ficou bem. A terceira estava com ressentimentos pelo término, que com o reconhecimento da importância da relação ficou tudo bem. Uma representante foi colocada para a atual namorada, que não queria ficar de pé ao lado dele. Ela tinha questões familiares.

Muitas vezes um relacionamento não dá certo porque um dos lados não está disponível para a relação. E o não estar disponível muitas vezes tem a ver com a família de origem: são dinâmicas que envolvem os pais, geralmente, e que fazem com que o cônjuge não consiga olhar para o outro.

No caso deste rapaz, da parte dele agora tudo estava livre, mas para a atual namorada, se envolver com alguém que não está disponível é bom, porque mascara a não disponibilidade dela...

Para que uma relação dê certo, ambos precisam estar totalmente disponíveis, caso contrário o fracasso é eminente.

Constelações Sistêmicas: O tempo que passa a todos nós

Imagine a seguinte situação:
Você trabalha há alguns anos numa empresa. Num dado momento, uma pessoa é contratada. Este Novato se relaciona bem com você, inicialmente. Num evento onde você está programado para palestrar para seus colegas um assunto que você sabe de cor, o Novato lhe diz "Experiente, hoje quem vai falar sou eu. Você está por fora, o mundo é outro, e você está muito velho. Eu fiz um curso agorinha, as informações estão frescas na minha cabeça, e você, quando foi a última vez que reciclou? Você se formou há quantos anos? Nossa, eu nem era nascido".

Seu diretor um dia lhe diz "Experiente, leve o Novato para visitar aquele cliente" e você vai, ciente das suas obrigações profissionais. Você pega a chave do carro da empresa, e prestes a entrar no lado do motorista, o Novato lhe diz tirando as chaves da sua mão: "pode deixar, eu dirijo. Eu sei um caminho mais curto, sem trânsito". Mas você insiste em dirigir! No primeiro quilômetro a tortura começa: "cuidado com o poste! Ei, vai mais rápido! Está correndo demais! Que caminho horrível".

Um tempo depois, num belo dia, quando você chega na sua sala, sua mesa desapareceu. Sim, aquela mesa que tinha sua história sumiu. No lugar dela, uma nova mesa, numa cor que você detestou. "Mas cadê a minha mesa?" você brada a plenos pulmões; e alguém diz "foi o Novato que mudou". Ao confrontá-lo, ele lhe diz "aquela mesa era velha, esta é mais moderna. Aliás, mudei outras coisas na sua sala também, você vai ver que vai ficar muito melhor para você".

Mas noutro mês quando você chega ao escritório, algo errado... Lá do corredor você ouve um barulho de furadeira, martelo, vozes estranhas. Ao chegar perto da sua sala vê que seu nome não está mais na porta, e o Novato vem ao seu encontro. "Experiente! Venha ver a sua mesa na minha sala, como ficou ótima! Eu resolvi mudar porque assim você fica mais perto de mim, afinal eu não preciso ir até a sua sala tantas vezes por dia, agora é só esticar o meu braço!".

O inevitável acontece. Você passa mal, sua pressão sobe, tudo fica escuro...

Ao acordar você está num quarto de hospital. Ouve vozes, é o Novato e um médico conversando. "Doutor, o que aconteceu comigo?" e o médico responde "você teve um mal súbito, ficou dias desacordado e o Novato autorizou um procedimento para salvar a sua vida: arrancamos suas duas pernas".

Bom, a esta altura você deve estar furioso ou furiosa ao pensar nesse "cara", o Novato. Quem ele pensa que é, afinal???

Agora, vamos fazer um faz-de-conta: o Novato é você, filho ou filha, e o Experiente é seu pai ou sua mãe.

Na primeira situação (leia novamente o início do texto e faça a adaptação necessária), o filho demonstra saber mais que seus pais. Bom, acha que sabe mais que seus pais. Seus pais deram a vida à você, alimentaram-no, educaram-no, criaram-no e agora precisam engolir goela abaixo que nada sabem, e que você, filho, sabe mais. Muito mais. Afinal, o mundo mudou, não é? Irônico.

Na segunda situação (leia novamente e faça a adaptação necessária), o filho quer carregar / conduzir a vida de seus pais da forma que ele - o filho - acha mais certa, mais conveniente, mais rápida, mais eficaz. Alguém perguntou se os pais querem fazer tal coisa de tal modo?

Na terceira situação (leia novamente...), o filho muda o ambiente em que seus pais vivem porque é mais moderno, é melhor, mais seguro ou mais bonito. É o espaço individual não respeitado. São hábitos antigos não respeitados.

Na quarta situação (leia...), o filho decide onde seus pais devem viver porque fica mais fácil, mais conveniente, mais prático, menos preocupante para ele, o filho. Igualmente, o espaço individual e hábitos não respeitados.

Na quinta situação (...), o filho desrespeita a vontade dos pais no que se refere à sua própria saúde e qualidade de vida. Não leva em consideração o cansaço da vida, e a vontade do descanso final. O filho, ao confrontar a mortalidade, por egoísmo e moralidade toma as atitudes que são convenientes à ele sem respeitar os pais.

Desrespeitar os pais gera consequências ruins no sistema familar. Os filhos sentem-se maiores, mais espertos, superiores aos pais. Há uma inversão da hierarquia, do que chamamos de Ordem de Chegada. Você só existe graças aos seus pais, eles chegaram primeiro que você! Eles sabem mais que você, e não importa a ignorância cultural e acadêmica, seus pais lhe deram a Vida!

Aos nossos pais devemos gratidão eterna e respeito por tudo o que eles nos deram!

E se você não concorda com isso, não se preocupe, pois o tempo passa para todas as pessoas.

Constelações Sistêmicas: Exemplos de questões que podem ser trabalhadas no workshop de Constelação Familiar

- "eu não consigo terminar nada, sempre acabo desistindo";

- "não tenho coragem de seguir em frente nas coisas da vida";

- "meu relacionamento amoroso está em crise, não sei o que fazer";

- "tenho um filho que está bebendo demais; tenho alcoólatras na família";

- "estou com problemas no trabalho, não sei se peço demissão";

- "faz anos que não me relaciono com ninguém, e sinto falta de companhia";

- "minha saúde está ruim, tenho apresentado vários problemas";

- "não consigo lidar bem com dinheiro, sempre falta";

- "não consigo engravidar, não há nada errado, mas me culpo por ter feito um aborto no passado";

- "meu pai tem problemas graves de saúde e ele não me escuta, não faz o que eu falo, mas é para o bem dele";

- "há alguns anos tenho tentado voltar ao mercado de trabalho, mas as portas estão fechadas para mim";

- "quero morrer, só penso nisso";

- "há anos briguei com meu pai, não falo mais com ele";

- "não sei se quero ter filhos com esta pessoa com a qual estou me relacionando agora";

- "me sinto perdido na vida, não sei o que faço";

- "não consigo me desligar da minha família (pais, irmãos), meu marido me cobra muito isso";

- "descobri que meu marido tem uma amante";

- "no trabalho as pessoas me tratam mal, não sei porquê";

- "tenho uma herança a receber que está presa, não se resolve";

e a lista não para de crescer...