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Eu sou minha base - sou um ser único (Como as referências externas destroem nossa auto-estima)

Trechos de uma das palestras dadas por mim na Farmácia Joel Aleixo. Esta foi em 31/10/2001.

Nós não percebemos, mas muitas pessoas passam por isso, ou durante a vida inteira, ou em determinados momentos de sua vida, principalmente durante a adolescência e infância. Todos nós já fomos crianças, e em algum momento desta fase nosso pai, mãe, professor ou alguém a quem confiávamos ou estávamos muito ligados pode ter dito "você é burro" ou "você não faz nada direito". Quando a criança ouve isso, ela grava estas palavras tão fortemente que isso pode abalar profundamente sua autoconfiança, fazendo dela um adulto inseguro e provavelmente um pai severo e inseguro. Por isso é muito importante nunca depreciarmos nossas crianças! A maior parte de nós certamente se lembra de algo parecido. Pense no efeito que isso pode ter causado em sua vida - não faça isso com seus filhos! Não podemos nos esquecer que a criança é na maior parte das vezes ingênua e não sabe diferenciar o certo do errado, e que muitas vezes descontamos neles nossas raivas e frustrações depois de um cansativo dia de trabalho. Num mau dia, qualquer papel riscado por uma criança nos causa raiva, mas não nos lembramos que nós deixamos os papéis a seu alcance!

É importante lembrar que nossos filhos e os filhos dos outros são o futuro, e que não podemos fugir da responsabilidade de fazermos parte de suas vidas, por menor que seja a influência. Cada palavra fica gravada na memória da criança, que às vezes são bem resolvidas, às vezes não. Sentimentos são absorvidos pelos nossos chakras, que se mal resolvidos, chegam ao físico, chegam a se materializar como o que conhecemos como doenças. Devemos ser portadores de coisas boas para as crianças. Mesmo que seu filho vá mal na escola, quanto mais você reforçar isso, pior ele fica. Se você lidar com isso de outra maneira, pode reverter o processo de tal forma que isso nunca mais pode acontecer. Por exemplo, ao invés de fazer cara feia ao ver o boletim vermelho de seu filho, cada vez que ele fizer algo novo ou diferente, sempre fale o quanto você o acha esperto, inteligente, sem compará-lo aos outros ou à outras coisas que ele faz. De que adianta dizer ao seu filho "você é tão inteligente, pena que vai mal na escola..."? Diga apenas "você é tão inteligente!", "você é tão esperto!", "você sempre me surpreende com sua inteligência". Num dado momento ele se sentirá confiante e se sentirá bem em estudar e em mostrar sua inteligência!

Durante a gravidez a autoconfiança do futuro bebê já começa a ser formada. Você sabia que o feto sente o cheiro e o paladar da mãe, além de ser uma espécie de extensão de suas sensações? Assustador quando lembramos das mães que fumam, ingerem drogas, se alimentam mal, vivem em ambientes pesados, sujos, não? Futura mamãe, converse com seu filho ainda na barriga, estimule o pai desta criança a criar um laço afetivo, conversando, ficando perto, sem discussões, brigas ou emoções fortes. Um pai conversava diariamente com seu filho ainda na barriga da mãe; quando assistiu ao parto, o bebê, já deitado no peito da mãe, levantou sua pequenina cabeça à procura daquela voz familiar que conversava com o médico... isso prova que os bebês ouvem tudo quando estão dentro de suas mães! Uma gravidez tranqüila, com alimentação rica e balanceada, faz com que o bebê capte coisas boas, crie sentimentos de segurança e forte ligação com seus pais, que fará dele um ser humano com muita auto-estima.

Na infância, a criança reage muito ao tom de voz das pessoas, uma vez que não compreende o significado das palavras. Crianças que se desenvolvem em lares cujos pais discutem muito, a televisão é sempre alta, a música é agressiva, com cigarro, bebidas ou drogas, crescem inseguras e provavelmente desenvolverão uma síndrome como a do pânico, e no mínimo escutarão mal, pois sua defesa é a de "tapar" os ouvidos. Energeticamente, a criança que cresce nestes ambientes hostis não conseguem desenvolver corretamente seus chakras, portanto seu corpo físico desequilibrado desenvolve padrões anormais ou de comportamento, ou orgânicos. A criança é muito prejudicada porque até aproximadamente os 7 anos ela tem sensibilidade mediúnica, sentindo e muitas vezes "vendo" a energia carregada da casa e dos pais. Na verdade quanto mais a criança se desenvolve, mais esta sensibilidade vai se apagando. Aos 2, 3 anos, sua sensibilidade é muito maior que aos 7, por exemplo.

O aleitamento materno também é muito importante não só pela imunidade às doenças, mas porque os chakras (Leia texto "Os Chakras") da mãe se ligam aos do bebê, e quanto mais tempo ele mama no peito, mais ele constrói sua base. Nos dias de hoje muitas mães abandonam o aleitamento por causa do trabalho. É importante, mas façam todo o esforço possível para amamentá-lo pelo menos até 1 ou 2 anos de idade - este será um adulto seguro de si! Se você tem pânico, ou é muito inseguro, pergunte, se for possível, à sua mãe, se ela se lembra durante quantos meses você foi amamentado; quanto menos tempo, mais insegura é a pessoa. Daí você pensa "mas eu mamei pouco tempo, sou inseguro mas cresci e aprendi a lidar com meus problemas!" - que ótimo! Mas quando você coloca um filho no mundo, ele não é mais seu, ele é do mundo! É um ser diferente de você! Você não pode "tirar" a oportunidade de outro ser humano de crescer bem, num ambiente tranqüilo e feliz! Se seus pais não agiram assim com você, é lamentável, mas como diz o ditado, "A ignorância é uma bênção".

As comparações dentro de casa também fazem parte do tema. Se você tem irmãos, seu pai um dia pode ter dito "porque você não é bom aluno com seu irmão?" ou "seu irmão é esforçado, porque você também não é?" estas comparações também destroem a auto-estima. Por que? Porque os pais deveriam criar seus filhos como indivíduos únicos, belos e perfeitos cada um à sua maneira. Os pais tem a triste mania de enxergarem seus filhos como suas extensões, não como seres individuais, com personalidades e características diferentes. Gêmeos são diferentes! Podem ter o mesmo corpo, mas são diferentes! Na escola é outra tragédia: você é sempre mais ou menos que seus colegas. Os professores privilegiam os "mais" e os "menos" são vistos como problemas. E isso vai sendo tão fortemente incorporado que uma criança fica triste porque tirou B e sua amiguinha tirou B+. Ambos foram ótimos, mas sempre se comparam. E isso nunca tem a ver conosco, nunca pensamos que podemos "melhorar", e sim que podemos "ser os melhores", é diferente.

A fase em que a auto-estima é mais fortificada é na infância. Se você tem filhos, cuide para que eles cresçam acreditando que a única referência que devem ter é a de si mesmos, não a dos outros, não a externa. Muitos ainda pensam "quando meu filho for adulto não estarei mais vivo, então porque ligar?" A criança é um ser humano! Para o mundo! Cada um de nós é o reflexo de nossos pais, ou o reflexo da criação que cada um teve. Cada um mostra uma história para outras pessoas. Se você observar cada pessoa, você vai ver uma história, uma infância, boa ou triste. Quem trabalha com pessoas normalmente consegue desenvolver a habilidade de identificar os perfis: arrogantes, inseguros, tristes, extrovertidos, falsos, intelectuais...

Outro problema na auto-estima é que os pais projetam nos seus filhos seus desejos e suas vontades. Se um pai sonhou em ser advogado, seu filho não deve seguir este caminho, e ouvimos muitos pais dizerem a seus filhos "quando eu tinha a sua idade, eu trabalhava para poder sobreviver, não tive a chance de ser alguém. Eu sustento você para que você seja alguém na vida" Que horror ouvir isso! Ser "alguém na vida" não é ser rico ou famoso. Ser alguém é simplismente fazer o que se gosta, e consequentemente fazê-lo muito bem.

A culpa é outro fator que destrói a auto-estima e também vem dos pais. "Se você não tivesse mexido ali, o vaso não teria quebrado" ou "meu filho só me dá desgosto, por isso estou doente". Quem não sente culpa pelo menos uma vez por semana? Muitas pessoas passam por situações variadas e acabam se culpando pelos resultados somente porque sua auto-estima é fraca.

Em todas as situações citadas, a referência que temos é sempre externa. É quase sempre por causa do outro que sentimos culpa, que nos sentimos menos, que nos sentimos feios, incapazes, etc. Outro fator é a aparência. Se alguém comenta que seu cabelo está feio, pronto! Ou que sua barriga está aparecendo demais, ou que sua roupa é estranha, e tantas outras coisas... É tão fácil apontar o dedo para os outros! E quando buscamos infinitamente o companheiro ideal? Porque não somos capazes de levarmos uma vida individual? Quanto mais formos atrás da "pessoa certa", mais nossa auto-estima está baixa. Por que as mulheres se rebaixam tanto, se humilham tanto para não ficarem sozinhas? Porque o outro é o nosso espelho, é a nossa referência. É o outro que nos mostra o quanto somos capazes, inteligentes, belos, etc e etc, já que nossa auto-estima não cumpre esta função. Se não aniquilarmos estas referências externas rapidamente, mais cedo ou mais tarde acabam se materializando e criando um desequilíbrio físico. Como trabalhamos na eliminação destas referências externas e construção de nossa base? Existem vários caminhos. O principal deles é amar a si próprio!

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