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Diabete tipo 2 cresce entre os jovens

O ESTADO DE S.PAULO
VIDA&
edição de 7 de Agosto de 2005

Diabete tipo 2 cresce entre os jovens
Em 85% dos diagnósticos, o paciente é obeso ou está muito acima do peso. Nos EUA, incidência da doença passou de 3% para 45%

Karine Rodrigues

Associada à idade adulta, a diabete tipo 2 vem crescendo de forma vertiginosa entre crianças e adolescentes. A principal origem do fenômeno é, literalmente, uma questão de peso: em 85% dos diagnósticos, o paciente é obeso ou está a caminho disso. Nos Estados Unidos, por exemplo, onde a alimentação costuma ser rica em calorias, a proporção da doença entre as formas de diabete registradas entre o público infanto-juvenil passou de 3% para 45%, acendendo um sinal de alerta mundial, já que a incidência tem subido em muitos países.

Responsável por 90% dos casos de diabete e uma das dez principais causas de morte no mundo, o tipo 2 também caracteriza-se pelo aumento do açúcar encontrado no sangue, a glicose. Mas, ao contrário do que ocorre no tipo 1, o pâncreas produz insulina, hormônio que transfere o açúcar do sangue para as células. O processo, no entanto, é deficiente, seja pela pouca quantidade gerada, seja pela resistência à insulina, que ocorre quando a secreção da substância é insuficiente para manter o nível normal de glicose.

"Até pouco tempo atrás, a doença não existia entre crianças e adolescentes. Embora ainda não seja tão freqüente no Brasil, está crescendo muito em função do aumento da obesidade. Sedentários, obesos ou quem têm diabete na família ficam mais predispostos", diz Luciana Bahia, do Laboratório de Pesquisas em Microcirculação da Universidade do Estado do Rio (Uerj). No caso da obesidade, isso ocorre porque o tecido adiposo funciona como uma barreira. "A gordura produz uma substância que piora a resistência à insulina."

A situação, classifica o endocrinopediatra Durval Damiani, é preocupante. No grupo de obesos entre 10 e 20 anos que ele acompanha no Hospital das Clínicas, 45% têm resistência à insulina. "Quase a metade já tem condições de desenvolver a doença. Realmente preocupa, pois a resistência é o primeiro passo para desenvolver o tipo 2."

Dois pacientes receberam diagnóstico positivo. Um conseguiu normalizar os níveis de glicose após perder peso. "Atendo uma criança que o pai enfartou aos 35 anos e o avô tinha três pontes de safena aos 40 anos. Ela tem apenas 5 anos, mas já apresenta colesterol alto. É preciso ficar atento a tudo isso."

Segundo ele, podemos, "daqui a pouco", alcançar os números registrados nos EUA, em decorrência dos 5 milhões de crianças e adolescentes obesos - o total dobrou na última década, segundo a Sociedade Brasileira de Obesidade. O Ministério da Saúde não tem dados nacionais sobre a diabete. Os mais recentes, de 2003, são relativos apenas aos adultos de 30 a 69 anos e foram levantados em 15 capitais, além do Distrito Federal, revelando uma incidência média de 7,6%, de todos os tipos da doença.

MUDANÇA DE HÁBITOS

Entre os cuidados para evitar a diabete, Damiani e Luciana citam uma dieta saudável e exercícios. "A reeducação alimentar, em muitos casos, é suficiente para controlar o tipo 2", observa o especialista, avaliando que a mudança de estilo de vida é a mais difícil de adotar.

"Não adianta só perder peso e achar que vai resolver o problema, pois a doença pode voltar a se manifestar. Se a pessoa tem base genética e ganha muito peso, vai ficar diabética, não tem muita escapatória. Tem de prevenir, já que não se pode mexer na genética." O tratamento costuma ser feito com medicamentos orais.

Diretora-executiva da Associação de Diabete Juvenil, Graça de Carvalho Câmara diz que o fato de o portador do tipo 2 não ser dependente de insulina não torna a situação dele menos preocupante. "Embora esteja livre da injeção diária do hormônio, a pessoa precisa ficar atenta às complicações que vêm junto com a doença", destaca. Segundo ela, a aplicação da insulina deve ser desmistificada. "Em algumas situações, ela é necessária para não sobrecarregar o pâncreas."

Para evitar que a disfunção no órgão seja detectada apenas quando surgirem complicações renais, vasculares e neurológicas, Luciana recomenda exames de sangue sistemáticos em crianças e adolescentes que têm algum fator de risco. "O diagnóstico é fácil, mas é preciso fazer exames com freqüência porque os sintomas decorrentes do aumento da glicose surgem devagarzinho", diz (veja quadro acima).

PRECONCEITO

Sem casos de diabéticos na família, um adolescente morador de Ermelino Matarazzo, na zona leste, soube que tinha o tipo 2 há um ano e meio. Aos 14 anos e com 80 quilos, tinha uma rotina de horas em frente da TV, do videogame e na internet, comendo frituras e tomando refrigerantes. "Ele não fazia qualquer exercício. Nem sequer ia caminhando para a escola, que é perto. Só queria ir de carro", relata a mãe, uma comerciante que pediu anonimato.

Segundo ela, o filho não aceita a disfunção e a esconde dos amigos, com receio de sofrer preconceito. "Ele não quer que ninguém saiba que ele tem diabete. É tudo muito difícil. Acabo evitando que ele faça determinados programas, pois tenho receio que, para disfarçar a doença, ele coma ou beba algo que não deve", diz. "Já presenciei casos em que as pessoas, ao saberem o que ele tem, o tratam como coitadinho."

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