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Para quem AINDA acha que uma só pessoa não faz diferença...

Extraído na íntegra do Jornal da Tarde, 03/07/2009

"Menina prodígio de dez mil dólares


Giulia só tem 14 anos e mora nos EUA, mas fez muito pela Orquestra Sinfônica de Heliópolis

FELIPE BRANCO CRUZ, felipe.cruz@grupoestado.com.br

Seus comentários refletem a natural excitação adolescente diante de um momento marcante. “Foi uma performance perfeita. Todo mundo tocou muito bem e eles pediram por um bis”, escreve em seu blog a jovem Giulia Olsson, de 14 anos, pouco depois de um show. A diferença é que ela se referia a duas apresentações de música clássica, realizadas na terça e quarta-feira na Sala São Paulo, pela Sinfônica de Heliópolis, que teve participação especial do renomado solista alemão, o violinista Erik Shumann.

Mesmo com a pouca idade, Giulia também foi uma das convidadas para tocar violino nas apresentações desta semana. Além do talento, o motivo para o convite foi seu precoce trabalho social. Sozinha, ela arrecadou mais de 10 mil dólares em instrumentos doados à Fundação Baccarelli, responsável pela Sinfônica de Heliópolis.

Giulia mora desde 2001 na Flórida, nos Estados Unidos, para onde se mudou com a família. Ela fala fluentemente português e inglês. “Na nossa escola eles nos incentivam a fazer trabalhos sociais”, diz a adolescente. Mas esses trabalhos se resumem, segundo ela, a passar alguns dias auxiliando velhinhos em asilos ou coisas do tipo. Ela quis mais. Aos oito anos, Giulia começou a estudar violino na escola e se apaixonou pelo instrumento. Desde então, botou na cabeça que a música é capaz mudar a vida das pessoas. “Nas férias de verão do ano passado passei a pesquisar na internet por instituições brasileiras voltadas para a música e encontrei a Baccarelli”, conta.

A adolescente decidiu dedicar suas horas vagas vendendo limonadas, organizando brechós e doando o cachê que recebe de três orquestras que participa nos Estados Unidos para fundar a ONG Notes for Hope (www.notesforhope) e arrecadar dinheiro para comprar instrumentos para a Sinfônica de Heliópolis. A ONG, segundo ela, foi criada para formalizar e legalizar a ação.

“Fiz um projeto dividido em duas partes. A primeira seria comprar os instrumentos, todos de sopro. A segunda seria visitar a instituição para fazer aulas com eles durante as minhas férias.” A ação começou a tomar forma em novembro do ano passado, quando sua mãe, a brasileira Debora Olsson, veio ao Brasil para conhecer de perto a escola, que atende mais de 500 jovens.

Seu próximo passo agora é estender a ajuda para instituições no Recife e na Venezuela. A família acredita que a atitude da jovem possa servir de exemplo para adolescentes em todo o mundo.

Nos Estados Unidos, em sua escola, Giulia mostrou para seus professores e amigos um vídeo sobre a instituição, para convencê-los a ajudar. “A história movimentou a comunidade e todos passaram a colaborar”, diz ela. No Brasil, além de ter aula com os professores da instituição, Giulia também realizou monitorias com 32 crianças a partir de oito anos. “Ensinei para elas o básico do violino. Elas são muito talentosas.”

Em retribuição à doação, a Fundação Baccarelli a convidou para tocar com eles esta semana na Sala São Paulo (comemorada por Giulia no início do texto). O concerto faz parte da temporada do Mozarteum Brasileiro e eles apresentaram parte do repertório do compositor Mendelssohn. A adolescente está no Brasil desde o dia 22 de junho e amanhã, a poucos dias do fim das férias, voltará para os Estados Unidos, já pensando na volta. “Quero dar continuidade ao meu trabalho”, diz.

Para a adolescente, que mora perto dos parques da Disney, em um dos estados mais agitados dos Estados Unidos, a diversão teve de ficar em segundo plano. “Assumi essa responsabilidade e é meu dever como cidadã”, discursa como adulta. “É claro que eu me divirto. Vou à casa das minhas amigas, saio para me divertir, mas não posso esquecer que existem outras coisas.”

A ação de Giulia também repercutiu nos Estados Unidos. Em breve, ela deverá se mudar da Flórida para New Hempshire, onde acabou de ser aprovada na escola preparatória Phillips Exeter Academy, justamente por desenvolver esse trabalho. A jovem só não sabe ainda se no futuro será musicista profissional. “Realmente ainda não sei o que vou cursar na faculdade. Mas darei continuidade ao trabalho social.”

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