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"Mentirinhas de consultório"


"Mentirinhas de consultório

Omitir informações do médico é perigoso para a saúde. Conheça as trapaças mais comuns

Marcela Rodrigues Silva
 
O coração do paciente estava aumentando. E o cardiologista José Renato das Neves, do Hospital Samaritano de São Paulo, começou a procurar fatores que poderiam interferir no problema. A bebida foi logo descartada. Afinal, o homem jurava que não bebia. Em uma consulta, quando o paciente levou a mulher, o mistério foi desfeito. “Não bebe?”, disse ela, em tom de surpresa, revelando que duas vezes por semana o marido saía para o happy hour. “Só uma cervejinha, doutor”, justificou o doente. A história relatada por Neves exemplifica o quanto as omissões diante do médico podem prejudicar a saúde do paciente.

Não há mentirinha inocente quando se trata de saúde. Uma informação distorcida pode pôr em risco um tratamento, atrasar o diagnóstico ou até agravar quadros já existentes, garantem os especialistas. “A relação médico-paciente deve ser plena. Qualquer equívoco atrapalha o raciocínio para iniciar um tratamento, diagnosticar as causas e receitar remédios”, diz Neves. Não há motivo para vergonha ou medo. “As informações estão protegidas pelo sigilo médico”, assegura. Isso vale inclusive para o uso de drogas, que costuma gerar constrangimentos.

“Uma cirurgia com anestesia geral é um procedimento em que o especialista tem de saber se o paciente usa drogas. Algumas substâncias podem interferir na função pulmonar ou interagir com a medicação, provocando reações adversas”, diz Gustavo Gusso, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina da Família. “O assunto deve ser abordado sutilmente.”

Para Neves, homens mentem mais, sobretudo se vão sozinhos à consulta. Segundo a professora Ivonise Fernandes da Motta, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, mentir pode ser um jeito de escapar de uma saia-justa. “Mas acaba sendo uma autosabotagem”, acredita.

Nem todas as alterações orgânicas são facilmente detectadas via exames. Por isso, é importante que o paciente relate detalhes de sua rotina, inclusive vícios - atuais ou antigos. “Os médicos têm artifícios para o paciente se abrir. O perigo é quando a mentira dura muito tempo”, diz o endocrinologista Fernando Spagnuolo, da Santa Casa de São Paulo. “O desafio é conquistar a confiança do paciente”.

Para o médico Arnaldo Lichtenstein, do Hospital das Clínicas, “nem sempre a pessoa mente por má fé, às vezes é por falta de informação”. O paciente, diz ele, “subestima algumas atitudes, como beber ou se alimentar mal esporadicamente, por achar que aquilo não faz mal”. Confira aqui as mentiras de consultório mais comuns apontadas pelos especialistas. 

Eu não bebo!
Neves explica que alguns tratamentos não podem ser feitos em quem ingere álcool, mesmo que seja moderadamente. “Se bebem apenas em festas, aos finais de semana, dizem que não bebem, mas pequenas doses semanais podem interferir no tratamento e até no diagnóstico, diz. “Quem bebe sente vergonha de falar ou tem medo de ser obrigado a largar. Mas há muitas pessoas que subestimam a bebida”, afirma.

Se eu fumo? Imagina!
“É importante para o médico saber se a pessoa já fumou em algum momento da vida ou se fuma aos fins de semana”, alerta Neves. Segundo o médico, o cigarro interfere, muitas vezes, no curso de moléstias graves, como alguns tipos de câncer e doenças cardiovasculares. O especialista deve saber se o paciente conseguiu ou não largar o vício para, juntos, encontrarem uma solução. “Do contrário a doença vai se agravando e o tratamento não funciona”, diz.

Protetor solar todo dia
“As pessoas dizem que usam o protetor solar, mas a maioria só aplica em dias de sol forte, na praia ou na piscina. A forma de usar também é errada, ele costuma ser aplicado em pouca quantidade, espalhado de qualquer forma, sem reaplicações”, diz o dermatologista Emerson Vasconcelos, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “A incidência de câncer de pele está cada vez maior. As pessoas precisam se conscientizar sobre isso”.

Dieta exemplar
Spagnuolo, da Santa Casa, garante que 90% dos pacientes respondem “sim” quando o médico pergunta se seguem a dieta prescrita. “Se determinados alimentos são proibidos para uma pessoa mas ela os ingere, ela está atrapalhando o tratamento e adiando uma possível cura”, diz. Segundo ele, esta mentira é comum porque as pessoas subestimam o efeito maléfico de alimentos ingeridos com pouca frequência. “Se você não pode comer doce, mas come só no fim de semana, está saindo da dieta, sim”, diz.

Só com preservativo, é claro
Esconder que já fez um aborto, que fez sexo sem camisinha ou que não têm e nunca teve relações sexuais são as mentiras mais contatadas no consultório do ginecologista - e também no do urologista. “Solicitamos exames de acordo com as informações que o paciente conta. Quanto mais ele esconde informações, mais demoramos para chegar ao diagnóstico”, explica o ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, Eduardo de Souza. “Jovens que perto da mãe dizem que nunca tiveram relações ou mulheres que têm vergonha de dizer que já fizeram abortos são os casos mais comuns. Informações como estas são essenciais para diagnosticar algumas doenças”, completa.

Eu malho, sim!
Esta é a mentira mais fácil de ser descoberta no momento da consulta. “É que, quando uma pessoa diz que pratica exercício físico, o médico precisa saber detalhes, aí pede para demonstrar a atividade, pergunta sobre a frequência, a duração, e logo a mentira se desfaz”, explica a médica fisiatra do Centro de Reabilitação do Hospital Sírio-Libanês, Christina May. Segundo ela, há muitos preguiçosos, que só caminham aos fins de semana ou quando dá vontade, e também gente que não sabe o que é um exercício físico. “ A pessoa caminha duas vezes por semana a passos de quem está passeando e jura que se exercita. Para ser exercício físico o passo deve ser de quem está apressado, com duração mínima de 30 minutos, e frequência de cinco vezes na semana”, ensina.

Automedicação, eu ?
“Omitir que está tomando remédios não indicados pelo médico é muito perigoso. Ou ele trata pela metade ou não trata. E pior: pode gerar uma combinação desastrosa com outra substância”, assegura Lichtenstein, do Hospital das Clínicas. Ele ressalta o caso de pessoas que tomam produtos rotulados como naturais e escondem isso do médico. Os mais comuns, segundo o médico, são os que prometem emagrecer ou aumentar a ereção e o apetite sexual. “Não é qualquer pessoa que pode usá-los, pois eles podem alterar a pressão. O gincobiloba, por exemplo, é anticoagulante. Se o médico não sabe que o paciente faz uso do chá e lhe receita alguma medicação para ‘afinar’ o sangue, o resultado pode ser até uma hemorragia”, explica. 

Tomar a medicação receitada de maneira incompleta também traz risco à saúde.
“O médico pode pensar que o remédio não fez efeito e aumentar a dosagem, desencadeando um problema pior”, alerta."

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