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Constelações Sistêmicas: Representando do mundo do mortos

Queria contar, como representante, uma constelação familiar da qual participei. A questão era sobre trabalho: homem, cerca de 55 anos, estava ponderando sobre voltar a trabalhar como executivo ou continuar com seu negócio próprio. Foi-lhe perguntado desde quando abriu seu negócio: há 4 anos. 

Ele escolheu um representante para cada opção (executivo e negócio próprio), além de um representante para ele. Ambos foram colocados frente a frente, e o representante dele olhando para os dois. Imediatamente este começou a dar passos para trás, de olhos fechados. 

Foi-lhe perguntado o que aconteceu há 4 anos, quando mudou profissionalmente: a filha de 18 anos morrera num acidente de carro. Ele se afastou do emprego que tinha como executivo, não conseguiu voltar e abriu um negócio próprio. Ele me escolheu para representar a filha.
Deitei aos pés do representante dele, que chorava copiosamente, mas não abria os olhos. Eu sentia, como representante, dores nas pernas (paralisadas) além de outras coisas físicas que não cabem aqui, e queria, desesperadamente, gritar pelos meus pais. Eu chorava muito, estava me sentindo sozinha, desesperada. 

Foi colocada uma representante para a mãe, que imediatamente sentou-se e se aproximou da minha cabeça fazendo carinho, me acalmando, mas eu queria meu pai, que continuava não olhando para mim. Cheguei a gritar "pai!", eu tentava tocá-lo, mas não conseguia reciprocidade, mesmo me agarrando às suas pernas, e eu chorava muito, desesperada. Até que o facilitador ordenou que ele me tocasse, se aproximasse, coisa que o representante o fez com muita dificuldade. Mas apenas quando o representante do pai olhou para mim, num piscar de olhos, eu me libertei da dor, do escuro, do sofrimento, da paralisia que tomava conta do meu corpo. 

Tive forças para me sentar, parei de chorar e comecei a sorrir, abraçando-o. E ele continuava de olhos fechados, chorando copiosamente, bem como a maioria das pessoas presentes. Mas eu, como representante da filha acidentada e morta, me sentia bem agora. Eu abraçava o pai, e a mãe olhava para mim com carinho. Mas o pai ainda estava negando a morte da filha. Eu disse que queria me despedir, e foi então sugerido ao pai (cliente) que tomasse o seu lugar no trabalho. O representante saiu, e entrou o cliente. O facilitador orientou o cliente a olhar nos meus olhos, enquanto eu sorria para ele - estava tudo bem. Eu disse que aceitava o meu destino, e estava tudo bem. Demos um forte abraço, e ainda abraçada senti necessidade de me deitar. Me segurei um pouco ainda, para que o pai se despedisse da filha. Assim que nos soltamos, eu me deitei e fechei os olhos, em paz. Ele disse se sentir mais leve, apesar da dor, e ainda chorou um pouco quando se sentou. Mas suas feições estavam mais claras, seus olhos estavam mais límpidos, seu coração estava em paz.

Os mortos sentem-se presos aos vivos, quando estes sofrem e não aceitam o destino.

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