Este é um trabalho feito em grupo; existe a possibilidade de se
constelar individualmente, em consultório, mas para muitas questões o
trabalho feito em grupo é mais rico.
O "grupo" é formado
por pessoas interessadas em "constelar" (colocar uma questão, olhar para
algo, buscar uma solução) e por pessoas que querem conhecer o trabalho,
assistir ou participar pela primeira vez ou por pessoas que querem
aprender mais sobre a vida, observando as dinâmicas de outras famílias.
"Limpa-se"
muito um sistema apenas assistindo ou participando das dinâmicas.
Chamamos isso de "pegar carona": você é chamado pelo constelado
(cliente) a ser um representante específico (pai, mãe, a própria pessoa,
ou até algo inanimado, como dinheiro, trabalho, etc) e lá está você
vivenciando a dinâmica que você vive no seu dia a dia, na sua família,
no seu trabalho. Ou até vivencia uma dinâmica que você não sabe que
existe na sua família. Algumas pessoas, de tanto pegarem carona, não
sentem necessidade de constelar.
Nas constelações
procuramos falar o mínimo possível, para que os "representantes" apenas
"sintam" e não reflitam ou racionalizem aquilo que eles "acham" que
devem fazer, segundo conceitos pessoais. Por exemplo, se eu sou
escolhida para ser representante da mãe do cliente/constelado, e percebo
ali que a pessoa é carente, posso me autosugestionar e me comportar
como uma mãe super carinhosa. Mas se o cliente/constelado precisa
resolver justamente a carência, não é me comportando desta forma que eu,
como representante, irei ajudar esta pessoa; pelo contrário, a mãe não
será vista como se deve a fim de solucionar algo.
Neste
trabalho dizemos que não julgamos ninguém do sistema (família ou grupo),
pois isso faz com que tomemos partido, e isso prejudica o trabalho a
tal ponto que não deve ser feito, porque o que aparece não é a verdade
da alma destas pessoas do grupo (familiar ou não), e sim a vontade e
julgamento do facilitador. Como facilitador, o condutor deste trabalho
deve se colocar sempre neutro para que seus conceitos (e "pré"
conceitos) não interfiram. Um facilitador que julga seu cliente ou toma
partido não pode conduzir uma constelação. E também é da
responsabilidade do facilitador estar atento às inclinações dos
representantes para que não haja julgamento por parte deles; neste caso,
o facilitador deve trocar o representante imediatamente. Isso realmente
acontece. Por este motivo pessoas amigas, parentes e cônjuges não podem
trabalhar como representantes. Os filhos não devem assistir às
constelações de seus pais, nem saberem a respeito, mas os pais podem
assistir ou saberem sobre as constelações dos filhos.
Cada
facilitador trabalha de uma maneira, desenvolve seu jeito particular de
trabalhar. O criador deste método, o alemão Bert Hellinger, já
modificou profundamente a maneira como conduz suas constelações. Hoje
ele trabalha de maneira muito diferente do início, da maneira como ele
descreve em muitos dos seus livros. Mas isso não significa que assim ou
assado seja melhor ou pior, certo ou errado. Apenas é.
A
maneira como conduzo meu trabalho é de forma velada, o máximo possível,
para que os representantes atuem exatamente como eles sentem
fisicamente, ou por sensações emocionais. E é incrível (só assistindo
para ver como funciona, descrever é difícil) como até dores os
representantes sentem, cheiros, imagens, enfim.
A questão,
ou melhor, o que o constelado que olhar ou resolver deve ser uma
questão essencial, não uma bobagem, uma coisa corriqueira. Deve ser algo
que o afeta profundamente na vida. Exemplos podem ser vistos no post "Exemplos de questões que podem ser trabalhadas no workshop"
Um
livro para quem quer conhecer mais sobre este trabalho: "Constelações
Familiares", Bert Hellinger, Editora Cultrix-Pensamento.
Datas dos próximos workshops: veja no canto superior direito da página, Próximas datas.
Este trabalho não está ligado à nenhuma crença religiosa.
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