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Constelações Sistêmicas: O tempo que passa a todos nós

Imagine a seguinte situação:
Você trabalha há alguns anos numa empresa. Num dado momento, uma pessoa é contratada. Este Novato se relaciona bem com você, inicialmente. Num evento onde você está programado para palestrar para seus colegas um assunto que você sabe de cor, o Novato lhe diz "Experiente, hoje quem vai falar sou eu. Você está por fora, o mundo é outro, e você está muito velho. Eu fiz um curso agorinha, as informações estão frescas na minha cabeça, e você, quando foi a última vez que reciclou? Você se formou há quantos anos? Nossa, eu nem era nascido".

Seu diretor um dia lhe diz "Experiente, leve o Novato para visitar aquele cliente" e você vai, ciente das suas obrigações profissionais. Você pega a chave do carro da empresa, e prestes a entrar no lado do motorista, o Novato lhe diz tirando as chaves da sua mão: "pode deixar, eu dirijo. Eu sei um caminho mais curto, sem trânsito". Mas você insiste em dirigir! No primeiro quilômetro a tortura começa: "cuidado com o poste! Ei, vai mais rápido! Está correndo demais! Que caminho horrível".

Um tempo depois, num belo dia, quando você chega na sua sala, sua mesa desapareceu. Sim, aquela mesa que tinha sua história sumiu. No lugar dela, uma nova mesa, numa cor que você detestou. "Mas cadê a minha mesa?" você brada a plenos pulmões; e alguém diz "foi o Novato que mudou". Ao confrontá-lo, ele lhe diz "aquela mesa era velha, esta é mais moderna. Aliás, mudei outras coisas na sua sala também, você vai ver que vai ficar muito melhor para você".

Mas noutro mês quando você chega ao escritório, algo errado... Lá do corredor você ouve um barulho de furadeira, martelo, vozes estranhas. Ao chegar perto da sua sala vê que seu nome não está mais na porta, e o Novato vem ao seu encontro. "Experiente! Venha ver a sua mesa na minha sala, como ficou ótima! Eu resolvi mudar porque assim você fica mais perto de mim, afinal eu não preciso ir até a sua sala tantas vezes por dia, agora é só esticar o meu braço!".

O inevitável acontece. Você passa mal, sua pressão sobe, tudo fica escuro...

Ao acordar você está num quarto de hospital. Ouve vozes, é o Novato e um médico conversando. "Doutor, o que aconteceu comigo?" e o médico responde "você teve um mal súbito, ficou dias desacordado e o Novato autorizou um procedimento para salvar a sua vida: arrancamos suas duas pernas".

Bom, a esta altura você deve estar furioso ou furiosa ao pensar nesse "cara", o Novato. Quem ele pensa que é, afinal???

Agora, vamos fazer um faz-de-conta: o Novato é você, filho ou filha, e o Experiente é seu pai ou sua mãe.

Na primeira situação (leia novamente o início do texto e faça a adaptação necessária), o filho demonstra saber mais que seus pais. Bom, acha que sabe mais que seus pais. Seus pais deram a vida à você, alimentaram-no, educaram-no, criaram-no e agora precisam engolir goela abaixo que nada sabem, e que você, filho, sabe mais. Muito mais. Afinal, o mundo mudou, não é? Irônico.

Na segunda situação (leia novamente e faça a adaptação necessária), o filho quer carregar / conduzir a vida de seus pais da forma que ele - o filho - acha mais certa, mais conveniente, mais rápida, mais eficaz. Alguém perguntou se os pais querem fazer tal coisa de tal modo?

Na terceira situação (leia novamente...), o filho muda o ambiente em que seus pais vivem porque é mais moderno, é melhor, mais seguro ou mais bonito. É o espaço individual não respeitado. São hábitos antigos não respeitados.

Na quarta situação (leia...), o filho decide onde seus pais devem viver porque fica mais fácil, mais conveniente, mais prático, menos preocupante para ele, o filho. Igualmente, o espaço individual e hábitos não respeitados.

Na quinta situação (...), o filho desrespeita a vontade dos pais no que se refere à sua própria saúde e qualidade de vida. Não leva em consideração o cansaço da vida, e a vontade do descanso final. O filho, ao confrontar a mortalidade, por egoísmo e moralidade toma as atitudes que são convenientes à ele sem respeitar os pais.

Desrespeitar os pais gera consequências ruins no sistema familar. Os filhos sentem-se maiores, mais espertos, superiores aos pais. Há uma inversão da hierarquia, do que chamamos de Ordem de Chegada. Você só existe graças aos seus pais, eles chegaram primeiro que você! Eles sabem mais que você, e não importa a ignorância cultural e acadêmica, seus pais lhe deram a Vida!

Aos nossos pais devemos gratidão eterna e respeito por tudo o que eles nos deram!

E se você não concorda com isso, não se preocupe, pois o tempo passa para todas as pessoas.

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