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Constelações Sistêmicas: Me diga: o que faço?


Algumas constelações trazem à tona dinâmicas que, racionalmente, não claras. Por exemplo: uma vez assisti e participei de uma constelação onde a questão era colocada por uma jovem que dizia não conseguir decidir qual carreira profissional seguir. Sua mãe desejava que fosse "A", o pai, "B". E ela dizia que desejava "C". Não importa quais eram agora.

Durante a constelação, ficou claro que ela ponderava em seguir "A" ou "B" para depois culpar seus pais da infelicidade. Com relação à carreira "C" sua representante nem olhava, nem se dava conta da existência de uma terceira possibilidade. Fui colocada na constelação para representar o Futuro, e a carreira "A" grudou em mim! Me sentia muito bem com a carreira "A" ao meu lado, e ambas sentíamos
um futuro de sucesso. Mas a representante da moça ficou brava - afinal, ela queria que a vida dela desse errado para culpar seus pais. Ou seja, ela desejava que tanto "A" quanto "B" fossem um fracasso. A carreira "C" ela ignorava.


Quando indagada, a moça diz não entender o que estava vendo, e ria, achando graça. Sua representante imediatamente começou a abaixar a cabeça, em sinal de vergonha, e os representantes dos pais, ficando furiosos. Os pais ficaram então em frente à representante da moça, que não olhava para eles. Quando indagados, a mãe diz que para tudo a filha pergunta o que ela deve fazer, e depois se isenta da responsabilidade, das consequências, e o pai afirma o mesmo.

A cliente diz que "não, não é assim", brava. Ela diz que os pais forçam ela a isso e aquilo, e que ela nunca sabe decidir sozinha o que fazer. E é neste momento que ela conta que os pais são separados há anos, e que ela não sabe a quem ela agrada, porque sempre um deles reclama.

Com o caminhar da constelação, o que vem à tona é que realmente os pais puxam a filha cada um para si (querem que ela tome um partido) e que ela fica confusa, mas que ela mesma não tem força para decidir o que fazer na vida.

Os pais, por amor, cobrem os filhos com tudo o que podem, e os protegem da vida. Mas um dia, subitamente, estes pais podem se dar conta do erro e, bruscamente, tiram toda a proteção que antes era farta. Os filhos ficam perdidos num mundo infantil (não importa com que idade, geralmente já adultos), esperando sempre por mais - e cobram isso dos pais e da vida. E por amor aos pais, tentam, a todo custo, devolver este amor, fazendo e seguindo o desejo deles. Ou dos amigos, ou do marido, ou da esposa, ou dos filhos... e quando tudo dá errado, a culpa é sempre dos outros!

Filhos presos nessa dinâmica devem amadurecer, sair deste mundo infantil de indecisões, do não-assumir as responsabilidades da vida, do acreditar que seus pais serão imortais, e que sim, um dia eles deixarão, através da finitude da vida, que os filhos sigam seu caminho. Amadurecer, neste sentido, não é deixar de amar seus pais, e sim olhar para eles com respeito e dizer "sim, estou pronto para seguir a minha vida, com minhas próprias pernas, minhas próprias decisões. Tenho responsabilidades a enfrentar, e fico com elas e com tudo o que elas me trouxerem."

Como dizem os ortopedistas, crescer dói! Mas a vida continua...

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