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Constelações Sistêmicas: Morrendo de fome: uma constelação


Num workshop que dirigi, a cliente colocou como questão o apetite incontrolável: ela come até passar mal.

Ela escolheu dois representantes: um rapaz para Ela e uma mulher para a Fome. Importante dizer que ninguém sabia qual era a questão nem quem era quem, apenas eu e a cliente. 

A posição inicial foi frente a frente, e alguns minutos depois a Fome diz sentir angústia e chora. Ela dá um passo para trás, incomodada, e a Fome diz que não quer que Ela vá embora, chorando mais. A Fome segura a mão d'Ela e para de chorar, dizendo que melhora a angústia, mas é visível que Ela não gosta de ser segurada. Ela diz que tem vontade de saber o motivo pelo qual as pessoas (sim, no plural) querem segurá-la, e eu questiono se o representante sente que é mais que uma pessoa (afinal só há ele e a mulher como representantes até agora trabalhando) e ele diz que sim. Pergunto se ele sente quantas pessoas são, e ele diz 3. Pergunto ao grupo se alguém se sente capturado e dois homens imediatamente dizem sim, então peço que eles entrem e sintam quais são os lugares que eles devem ocupar.


Os dois homens tiram Ela das mãos da Fome e se afastam, os três. Um dos homens vira-se de costas para a Fome, como se estivesse pronto a proteger Ela. Em alguns instantes Ela começa a se afastar enquanto que a Fome começa a chorar novamente. 

Ela fica bem afastada. Um dos homens vai ao lado da Fome e o outro se afasta de todos. A Fome sempre olha para Ela. Ela vai até o limite da área da constelação (existe uma área delimitada para o trabalho em todos os workshops), e vira de costas para todos. A Fome vai até Ela, dizendo que precisa salvá-la (vejam que interessante o uso desta palavra). A Fome pede ajuda com o olhar aos dois homens para que ajudem a trazer Ela de volta, e sem sucesso chora novamente. O homem que estava antes ao lado da Fome chega mais perto e vira a Fome de costas para Ela. Visivelmente a Fome fica aliviada, dando um profundo suspiro e parando de chorar. O outro homem vai junto à Ela. Mas peço que este venha para junto da Fome e olhe em seus olhos. Peço que os três deitem-se no chão e que Ela se aproxime.

Peço que Ela diga à Fome "está tudo bem agora, você não precisa me salvar, fique tranquila" e outras frases que tranquilizem a Fome, como "agora eu estou bem". Ao ouvir tudo, a Fome diz "seu amor me honra". Eu pergunto à representante da Fome se ela se sente um homem ou uma mulher, e ela diz mulher. Peço a ambos que digam frases de reconhecimento e tudo fica bem, inclusive com os dois homens, que Ela também agradece. O Amor que cura!


A Fome representava alguma mulher que perdeu pessoas queridas pela fome, de alguma geração anterior da cliente. O detalhe que cabe aqui é que sua família veio do oriente, fugindo de uma guerra, deixando tudo para trás e enfrentando um país desconhecido, uma língua muito estranha e hábitos diferentes, passando muita necessidade. Os dois homens provavelmente também fazem parte de sua família, mas que sistemicamente aceitavam a vida da cliente como é, e a mulher, traumatizada com a morte pela fome, sistemicamente influenciava a cliente a sempre ficar cheia - para o caso de faltar comida depois daquela refeição. 

Já vi muitos e muitos casos de pessoas que tiveram parentes fugindo de guerras ou que passaram fome sofrerem para manter um peso ideal. É o seu caso?

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