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"Percursos de superação" (acidentes sob a ótica sistêmica fenomenológica)

Copiado na íntegra do site da Webmotors; autoria do texto: Adriana Bernardino


"Acidentes de trânsito não precisam ser o fim da linha. Conheça o caminho da terapia familiar sistêmica


(22/3/2007) – Ao completar 18 anos, o empresário Ricardo Dabdab Cury, hoje com 32, estava ansioso por começar a dirigir e conquistar sua independência. Poucos meses depois de tirar a carteira de motorista, entretanto, recebeu a notícia de que seu irmão havia sofrido um acidente de carro em uma estrada no Espírito Santo, de onde não voltou com vida. “Ele tinha apenas 21 anos. A gente nunca supera o trauma”, conta Cury, que ainda viveria outros percalços pelo caminho.

Casos como o do empresário acontecem, infelizmente, todos os dias. Só durante a Operação Verão, realizada pela Polícia Rodoviária Federal nas estradas brasileiras do Natal do ano passado ao dia 4 deste mês, foram registrados 27 mil acidentes: 17 mil feridos, 1,4 mil vítimas fatais, milhares de pessoas desestruturadas. Os amigos e familiares sabem, ou melhor, perguntam-se: como levar uma vida normal depois de um desastre?

A morte é a última conseqüência, mas quem sobrevive pode ficar com muitos traumas, principalmente o motorista que bateu em um veículo cujas pessoas morreram ou aqueles que participaram ou assistiram à ocorrência. Culpa, sofrimento, depressão, medo de dirigir, pânicos, ansiedade são reações conhecidas e, às vezes, companheiras de uma vida inteira. A boa notícia é: não precisa ser assim.

“Normalmente, as pessoas se relacionam com acidentes, como o próprio nome diz, como algo que aconteceu por acaso, azar, irresponsabilidade alheia, ou seja, relacionam-se superficialmente”, diz o médico clínico e terapeuta Renato Shaan Bertate, que aplica a constelação familiar, também chamada de terapia familiar sistêmica, método desenvolvido há 25 anos pelo psicanalista e filósofo alemão Bert Hellinger.

A técnica, famosa mundialmente, já foi utilizada pelos Kennedys para entender as mortes trágicas na família, entre elas: a do presidente John Kennedy (assassinado), de Joseph P. Kennedy Jr. (morto na explosão do avião que pilotava), Robert F. Kennedy (assassinado); David Kennedy (overdose de drogas), Michael Kennedy (acidente de esqui) e John Kennedy Jr. (acidente de avião). Coincidência? Não para a constelação sistêmica.

“A constelação é uma técnica que nos permite entender as dinâmicas profundas que permeiam um fato, e que não são possíveis resolver na terapia individual, já que existem processos ocultos não manifestos em nível psicológico”, explica o terapeuta. “Claro que existem os aspectos psicológicos que devem ser tratados individualmente, mas a terapia sistêmica abrange algo maior. Por isso, quando uma pessoa faz a constelação, todos os membros envolvidos são ajudados, ainda que não estejam presentes”.

Para quem não gosta de longos tratamentos, outra vantagem desse método é a duração. Ele pode ser realizado num workshop de um a três dias, dependendo do terapeuta. 

A repetição também rondou os caminhos de Cury. “Quando tudo parecia ter voltado à normalidade, sofri, em 2003, um acidente de carro e quase perdi a mão esquerda. Fiquei mais nove meses sem dirigir. Eu olhava o carro e chorava. Depois de um ano e meio, tomei coragem, mas, logo no primeiro dia ao volante, um motoqueiro bateu no meu carro, caindo em cima do pára-brisa. Fiquei traumatizado”, desabafa o empresário, que só meses depois voltou a guiar. 

De acordo com o terapeuta, se um padrão ou comportamento – não só de tragédias, mas qualquer outro – não é compreendido e resolvido, ele tende a se repetir com os demais membros da família ou nas futuras gerações.

PISTA LIVRE – Para Ricardo Cury, a morte do irmão trouxe, além da dor, uma mudança radical na estrutura da família. “Nos primeiros meses, meus pais mal deixavam eu sair de casa, muito menos dirigir. Para agravar a situação, a todo lugar que íamos, os outros comentavam pelos cantos sobre nossa tragédia. Tanto que comecei a fazer novas amizades para não ter de lidar com o sentimento de pena dos amigos. O lado positivo foi que minha família se uniu muito depois da tragédia, até para comprar um sofá tomamos a decisão juntos”, conta Cury.

Como no caso do empresário, há famílias que depois do desastre mudam totalmente sua rotina, para melhor ou para pior. Mas o que diferencia uma inclinação da outra?

Na visão do trabalho sistêmico, relata o médico, “quando você se sente apenas vítima, tende a ficar com traumas e seqüelas profundas. Vemos casos de famílias que se desestruturam, entram em depressão, perdem o sentido da vida depois de um episódio desses. Porém, quando você consegue entender, não só a família se estrutura, como ganha força e encontra novos caminhos”, esclarece Bertate.

Ao conferir de perto um trabalho de constelação - não como jornalista, mas como cliente - pude acompanhar o caso de uma mãe que perdera a filha de 14 anos em um acidente de carro. O fato terrível, segundo ela relatou, estava aparentemente superado. O problema agora era a relação ruim com o marido.

Montada a constelação, notou-se que o problema do casal era ainda a morte da filha. Os dois se culpavam mútua - e secretamente – pelo ocorrido. Também os outros filhos não conseguiam seguir em frente devido à preocupação com os pais. Ou seja, tais acontecimentos podem desencadear outros sofrimentos e desencontros entre pessoas que se amam. 

Já Ricardo se apoiou na força da mãe, que se apoiou na coragem do pai, que se apoiou na vontade de viver de Ricardo. Unidos, eles descobriram novos sentidos para a realidade, visitaram novas formas de pensar e se esforçaram para enxergar a vida por dimensões antes intrafegáveis.

“Treze anos após a morte de meu irmão, peguei a estrada pela primeira vez. Ainda não ando no carro de qualquer pessoa, pois fico com receio de que não tenha passado por manutenção. Mas meu amigo reparou que eu estava mais seguro ao volante. É verdade. Agora começo a dirigir minha própria história sem mais me apoiar nesse grande drama para lhe dar sentido”, alegra-se Cury.""

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