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Amor eterno... Uma constelação

Homem, 50 anos, quer constelar num workshop e é a primeira vez que tem contato com este trabalho. Numa constelação, é escolhido pelo cliente a representá-lo. A questão era a vontade de morrer. Eu fui escolhida pelo facilitador a representar a Morte, e outra mulher foi a Vida. Fui orientada a ficar atrás do homem, que estava de frente para a Vida inicialmente, mas não fazia movimento algum naquela direção. Quando me coloquei atrás do homem, ele se move lentamente, e fica de lado, olhando para ambas, Vida e Morte. Nitidamente ele fica paralisado, quase hipnotizado pela Morte. Se aproxima um pouco de mim e me olha com um olhar arrogante, como quem enfrenta a Morte. E eu comecei a fazer um movimento com a mão indicando que ele devia se abaixar, se curvar à Morte, mas ele resistia, não queria. Fiz tanto este movimento que uma pessoa que estava assistindo se levantou e o conduziu para o chão. Mas esta pessoa tem o que chamamos de perfil "salvador", uma pessoa que quer entrar numa constelação para resolver o problema, para salvá-lo, que não está conectada com os movimentos naturais do sistema. Ela foi imediatamente tirada, mas o homem permaneceu no chão. O facilitador foi explicando sobre esse enfrentar a Morte com arrogância, como e porque ele acontece. O homem foi "derretendo", foi se entregando ao curvar do corpo, foi se emocionando e finalmente seu movimento foi espontâneo, de respeitar a Morte. Só aí senti o impulso de me afastar dele, e ele então olhou para a Vida. Se levantou e foi na direção dEla. Me afastei bastante, mas comecei a sentir um pulsar me atraindo na direção dele! Deixei que meu corpo apenas seguisse os impulsos, fiquei mais próxima do homem mas com uma certa distância. Isso mostra que o cliente, mesmo agora mais entregue à Vida, ainda tem dúvida. A constelação terminou aí.
Uma outra constelação se iniciou, e o cliente disse apenas "o *** morreu!", e foi o suficiente. O mesmo homem foi escolhido para representar o cliente, novamente. E a constelação, uma despedida triste mas tocante e sensível, deixou o homem tocado, percebia-se que em alguns momentos ele não só estava dentro da constelação, mas como que dentro de si e de suas questões. Num dado momento nesta constelação foi colocado um representante para um Algo Maior, esse Algo que comanda tudo, e ele se curvou à essa vontade maior.
Outras constelações aconteceram.
No dia seguinte este homem foi constelar. Colocou que queria olhar para a relação dos 3 filhos, 2 meninos e 1 menina e a segunda mulher (filhos do casamento anterior). Apenas isso foi colocado. Um representante para cada e logo a Segunda Esposa se afastou. Eu me senti capturada, e ainda na cadeira, assistindo, comecei a chorar. O facilitador me induz a entrar na constelação e imediatamente me deito no chão. O Filho Mais Novo e a Filha se afastam de mim, com os olhos cheios de lágrimas. Uma outra representante também é capturada pela energia do sistema e entra na constelação, se deitando um pouco para trás de mim (eu não a via), quando o Filho Mais Velho fica paralisado olhando para ela. O representante do Homem me abraça e eu não paro de chorar, eu estava sem fôlego, soluçando. O Homem tenta se aproximar do Filho Mais Velho, mas ele permanece como que paralisado, hipnotizado pela pessoa que estava deitada. O Homem se afasta de mim e aí olho para os 3 Filhos, e paro imediatamente de chorar, eu sorrio para eles. Mas os que se afastaram inicialmente permaneciam chorosos e distantes de mim, juntos. Foi quando olhei novamente para o Homem, e de novo começo a chorar muito! Me sentei, precisava respirar, soluçava quase desesperada. Houve alguma tentativa de alguns movimentos, algumas falas, mas o Homem permanecia paralisado, distante, mesmo que olhando para mim. Foi quando sem querer olhei para o cliente, que estava sentado ao lado do facilitador, bem à minha frente, e nossos olhares se cruzaram. Foi o suficiente para que eu me conectasse imediatamente à ele, e daí o representante dele desapareceu para mim. Eu o olhava fixamente, e ele tentou evitar de início, mas foi se rendendo ao olhar desta Primeira Esposa, que eu representava. Ele diz que ela morreu há 5 anos, doente. O facilitador pergunta o que o cliente está sentindo, e ele disse "saudades", e abaixa a cabeça, mas depois de um instante disse "estou puto" (porque ela morreu, se entregou). O facilitador pede então que ele diga isso para mim, e ele diz, baixo, a voz quase inaudível. Eu demoro mas concordo com a cabeça, em lágrimas. E então estendo à mão à ele. Ele, sem olhar para o facilitador, apenas pergunta "posso?", o facilitador concorda e ele se levanta da cadeira, cara de bravo, emocionado. Eu me levanto, fico em pé e deixo que ele se aproxime devagar. Eu também dou um passo ou dois, e eu era capaz naquele momento de ouvir o coração dele bater. Nos abraçamos lentamente, e choramos juntos, um choro doloroso, de saudade, de dor, de tudo. Foi um momento muito lindo de reencontro! E eu discretamente o virava para que ele não visse a pessoa que estava no chão, deitada. O Filho Mais Velho permanecia ali, parado, olhando para ela. O facilitador depois de alguns minutos pediu para que nós olhássemos para a Criança Abortada (ficou claro que era isso que estava sendo representado), e eu não queria que ele visse isso, mas eu não entendia porque. Alguns movimentos e falas foram feitos, e ficou claro que a Primeira Esposa havia abortado um primeiro filho deste homem, sem que ele soubesse. O cliente disse que não sentia raiva da Esposa, e ele abraçou a Criança. Ela carregou este peso durante o tempo que ficaram juntos, e se entregou à morte com esta culpa, talvez POR esta culpa. Algumas falas confirmaram isso. A Criança Abortada também manifestou uma aceitação de seu destino, fazendo com que esta mãe se sentisse menos culpada, finalmente aceitando esta Criança. Enquanto isso os filhos se aproximaram, e todos foram abraçados pela mãe. Foi quando o facilitador pediu que a Segunda Esposa entrasse novamente no campo, e eu, a Primeira Esposa, que já estava deitada e em paz com a Criança Abortada nos braços, senti vontade de olhar para a Segunda e sorrir para ela, agradecendo o acolhimento dos filhos que não são dela, aprovando o relacionamento.
E se vocês se lembrarem, este mesmo cliente que perdeu a esposa foi sendo trabalhado em constelações acerca da morte, como um grande aperitivo para que ficasse pronto na hora certa! Esta é a beleza deste trabalho, somos guiados por uma inteligência maior, amorosa, e quando nos entregamos e aceitamos nosso destino, tudo se abre como um grande presente!

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